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Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006

::
algo que me intriga bastante é um outdoor de um eja, ex-supletivo, da capital, que tasca:

seja inteligente, não perca um ano de estudos.


:: ZÉ NASCIMENTO | 8:48 AM | |


Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

pela valorização do trabalho
Processo 04201
Tipo de Processo PLL
Data de Abertura 19/8/2004
Autor(es) ADELI SELL
Ementa DISCIPLINA A ATIVIDADE DE PROFISSIONAIS DO SEXO NO MUNICIPIO DE PORTO ALEGRE (PROSTITUICAO/GAROTA/PROGRAMA).
Situação PARA PARECER
Situação Plenária EM TRAMITACAO
Setor COSMAM - COMISSAO DE SAUDE E MEIO AMBIENTE
Data de Chegada 12/1/2006
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EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

Em várias comunidades de Porto Alegre houve e ainda há conflitos entre moradores (as) e os (as) profissionais do sexo. Acusações diversas, como violência, assaltos, drogadição, tráfico e atentado violento ao pudor são comuns por parte de cidadãos (ãs) e moradores (as) de regiões onde as atividades dos (as) e profissionais do sexo se localizam, tanto em estabelecimentos quanto aqueles que se realizam de forma transitória e ambulante. Já os (as) profissionais do sexo afirmam que são vítimas de violência, que as pessoas se queixam de sua atividade e são intolerantes e preconceituosas. Em Porto Alegre já houve avanços nessa relação através de várias ações, seja do Poder Público local, seja de entidades comunitárias, sociais e dos (as) próprios (as) profissionais do sexo. Porém, sem um amparo legal, sem um arcabouço jurídico consistente, não haverá solução duradoura, sempre ficando a relação na dependência da boa vontade de alguns. A aprovação desta lei garantirá, de forma pioneira para Porto Alegre, a condição de vanguarda na constituição plena de uma cidade legal, referência de um tema tão polêmico, mostrando que nesta terra temos atitudes, não nos furtamos de enfrentar quaisquer questões da realidade local, buscando o aperfeiçoamento do processo civilizatório.

Sala das Sessões, 19 de agosto de 2004.
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PROJETO DE LEI
Disciplina a atividade de profissionais
do sexo no Município de Porto Alegre.

Art. 1º O Executivo Municipal disciplinará, regrará e licenciará toda e qualquer atividade de profissionais do sexo.
Art. 2º A atividade pressupõe a emissão de alvarás da Secretaria Municipal da Saúde e da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio, seguindo o regramento para alvarás de atividades localizadas ou transitórias.
Art. 3º A atividade localizada ou transitória somente poderá ser exercida a uma distância mínima de 200 (duzentos) metros de hospitais, igrejas e escolas.
Art. 4º A atividade transitória poderá ser exercida a uma distância de 50 (cinqüenta) metros de paradas de transportes coletivo.
Art. 5º Anúncios públicos de quaisquer espécies devem-se referir à atividade denominada de "profissionais do sexo", sendo proibida qualquer outra denominação que possa ofuscar a verdadeira atividade.
Art. 6º A não-observância dos pressupostos dos códigos Penal e de Posturas e às normas jurídicas gerais acarretará:
I. notificação;
II. multa de 10.000 UFMs (dez mil Unidades Financeiras Municipais) para estabelecimentos localizados e de 1.000 UFMs (mil) para atividade transitória;
III. multa de 20.000 UFMs (vinte mil) e 2.000 UFMs (duas mil) na reincidência, respectivamente;
IV. cassação de alvará.
Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


fonte: câmara municipal de porto alegre.

:: ZÉ NASCIMENTO | 4:05 PM | |


Terça-feira, Fevereiro 21, 2006

globo, pega no meu delay!
ao contrário de muitos dos meus amigos, de alguns dos meus familiares e da minha namorada, eu nunca fui muito do time do U2. porém, no entanto, contudo, como um dos meus critérios altamente subjetivos pra admirar uma banda e verificar o seu potencial de desenvolvimento no meu acervo de músicas é um espetáculo ao vivo, passei, desde ontem, a tirar o chapéu pros irlandeses.

mesmo com as restrições da globo, colocando um delay de quase 1h e intervalos quebrando o clima do show, deu pra sentir uma emoção e um certo arrepio em certas músicas, mesmo pra um não-fã. deu pra perceber, por exemplo, que o show começou explosivo, uma fúria juvenil que se mostrou nos gritos de "hello, hello", em vertigo, e terminou mais calmo, politizado, lento e romântico, com as luzes dos celulares substituindo os isqueiros (algo politicamente correto, talvez?!). por outro lado, exceto por vertigo, city of blinding lights e a 'violão e voz' stuck in a moment you can't get out of, nenhuma outra música me chamou a atenção, além das "de sempre". nessa parte, destaque pra where the streets have no name, com aquele show de luzes e bandeiras ao fundo, miss sarajevo, com o vocalista fazendo as vezes do pavarotti e chamando um guri esquálido (que não captou o clima) pra cantar, e with or without you, onde o irlandês-mor espertamente ROUBOU a máquina fotográfica da menina que puxou pro palco. inclusive, se o show terminasse ali, terminava bem.

no mais, muitas frases em português pra capturar o coração da platéia (como se precisasse...), uma torcida especial pelo hexa e o the edge na minha lista de guitarristas, onde está, por exemplo, o slash e o santana. melhor que isso, só se eles tivessem tocado o hino brasileiro, que certamente sairia muito mais afudê que a fafá de belém.


ATUALIZAÇÃO - descoberta a identidade da menina, a dúvida que se impõe é: o vocalista com nome de bolacha devolveu a câmera fotográfica da katilce??

:: ZÉ NASCIMENTO | 9:51 AM | |


Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

Dicas de sites (inúteis e estúpidos)

Minha primeira sugestão é a de um site em que se pode conferir um "money meter". Como assim? Partindo da premissa básica que "time is money", a Forbes disponibiliza um quantificador (!) do volume de dinheiro poupado ao longo dos segundos que passam, de acordo com o seu salário. Além disso, a ferramenta oferece algumas opções extremamente divertidas, como, por exemplo, sugestões de coisas que seriam possíves de comprar com o valor poupado, além de comparações simultâneas com a poupança de 30 celebridades do mundo dos negócios, tirados da lista de 100 da Forbes.

Já para quem está por dentro do último (e já bastante batido) bafafá norte-americano, um jogo que ajuda a esclarecer algumas atitudes do vice Cheney.

Música de uma nota só? Muito menos que isso. Música de uma tecla só. E o pior é que funciona. Basta ir digitando a tecla de espaço de acordo com as sílabas cantadas em alguma música que você tiver em mente. Depois disso, o programa irá oferecer uma série de músicas que ele reconhecer como a sua música escolhida. A minha música teclada foi a 3ª colocada das respostas do site. Tentei American Idiot, do Green Day. Que, na concepção do software, é bastante semelhante a Yesterday, dos Beatles.

:: MOISÉS SBARDELOTTO | 11:32 PM | |


Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

Departamento de Informação do Opus Dei em Roma
Comunicado de Imprensa

Roma, 14.2.2006

Recebemos nestes dias diversas perguntas a propósito do filme sobre O Código Da Vinci.

Confirmamos o que já se declarou em 12 de janeiro passado: não temos intenção de polemizar, não haverá boicote algum nem nada parecido. Prosseguiremos com uma atitude de transparência, serenidade e espírito construtivo.

O Código Da Vinci oferece uma imagem deformada da Igreja Católica. A difusão do livro e do filme representa uma oportunidade de mostrar a realidade autêntica da Igreja. [...]

Muitos se sentem ofendidos pela falta de respeito de O Código Da Vinci em relação com a fé dos cristãos. Desejaríamos convidar hoje estas pessoas a manifestar seu desacordo de forma serena e construtiva: dando a conhecer algumas iniciativas de educação e de cooperação promovidas por católicos na África e participando em seu sustento com uma contribuição. Uma pequena ajuda é um gesto simbólico, mas tem ao mesmo tempo um significado concreto e positivo.

Harambee 2006 [projeto desenvolvido pela Opus Dei na África] apresenta quatro projetos promovidos por católicos na África, dois deles por membros do Opus Dei. Naturalmente existem outras muitas iniciativas que merecem a cooperação de todos.

Informar sobre as atividades de solidariedade dos católicos na África é um modo de conseguir que a discussão pública provocada pelo Código Da Vinci não se limite a uma polêmica estéril, mas que faça que brote um fruto positivo: um melhor conhecimento de um aspecto essencial da Igreja Católica e uma ajuda concreta a pessoas necessitadas.

Ao mesmo tempo, seguimos confiando na sensibilidade de Sony-Columbia, em sua capacidade de reagir de modo construtivo.

Não basta oferecer ao ofendido a oportunidade de defender-se enquanto a ofensa permanece. Um comportamento correto é evitar a ofensa quando ainda é possível. Faltam ainda três meses para a estréia. Portanto, alimentamos a esperança de que, na edição final do filme, não haja referências que firam os católicos. Seria um gesto conciliador muito apreciado, especialmente nestes momentos em que todos percebemos as penosas conseqüências da intolerância.

Sony-Columbia está a tempo de demonstrar que a liberdade de expressão é compatível com o respeito às crenças alheias; pode demonstrar que o respeito é um ato livre que nasce da sensibilidade, e não conseqüência da censura nem de ameaças.

Tomando uma decisão conciliadora, Sony-Columbia faria um serviço à causa do diálogo entre as culturas e honraria sua tradição.


Na página da Opus Dei, mais divulgação para o livro, logo na entrada. Em quantos exemplares andamos mesmo? Alguém continua contando?

:: MOISÉS SBARDELOTTO | 11:17 PM | |


Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

World Press Photo 2005

Os vencedores.

:: MOISÉS SBARDELOTTO | 12:33 PM | |


Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

Política é como uma metáfora

Comprei um livro sobre jornalismo político. E a escolha foi feita a dedo: digitei "jornalismo político" lá na Cultura. Entre os esgotados ou os não-mais-comercializados, apareceu um livro cujo título era o próprio tema. E isso me deu medo.

Geralmente, livros que têm essa petulância de serem intitulados pela globalidade do tema que abordam são temíveis. E seus autores, pretensiosos. Na quantidade de páginas que um livro suporta, a façanha de querer englobar qualquer tema em algumas páginas é inconcebível. E mesmo que os livros suportassem mais páginas, o fato seria igualmente inconcebível. E seus autores, ainda mais pretensiosos.

Mas mesmo assim adquiri-o e li-o em 2 dias. E isso também me deu medo. Não que eu leia rápido demais (ou devagar demais, talvez), mas gosto de ficar mais tempo com os livros que eu gosto. É sempre uma sensação estranha simplesmente largar o livro que te acompanhou há semanas, pelo menos. Nesse caso, foi facinho demais da conta.

Acredito que tenha sido culpa das metáforas. Porque metáfora é como nuvem: cada um vê nelas o que bem entender, e hoje ajudam, mas amanhã, já não têm a mesma utilidade ou, pior, são inúteis e ineficazes ou até têm o efeito contrário ao desejado.

Pior, porém, que utilizar metáforas é explicá-las. Mas convém uma explicação: explicar a utilização da metáfora, ou seja, interpretá-la ao contexto é uma coisa. Explicar a metáfora como tal é algo totalmente diferente. O autor do tal livro prefere, realmente, piorar.

E continuamos piorando: o livro é dirigido a jornalistas experientes ou iniciantes nessa área, ou seja, em tese, todos com nível universitário. E ficar falando tudo por metáforas, como se fôssemos passarinhos de primeira viagem, é um saco. É como pôr fralda em criança de 5 anos! Porque criança de 5 anos já não precisa mais de fraldas! Então pra que usá-las? Me faço claro? Bem, é disso que eu falo.

Isso quando o autor não cai no fosso comum das frases terminais, dos sofismas e dogmas da sabedoria mundial. O que, numa leitura atenta, é pura auto-ajuda barata e de autor americano.

Mas chega de conversa de boteco. Termino o nhenhenhém por aqui. Dou alguns exemplos tirados do próprio livro, reservando-me o direito de colocar ao lado algumas observações de localização literária de cada trecho.

-- "Se você teve uma boa educação em casa, [ser ético] significa fazer o que seu pai e sua mãe diziam-lhe que estava certo, e não fazer o que eles diziam que estava errado". (p.30) Cartilha da Catequese ou livro de Filosofia para Jardim de Infância
-- "No cotidiano, o cinza é muito mais comum do que o preto ou o branco." (p.31) Casa&Cia.
-- "Na cobertura política, pescamos livremente no oceano, onde há de tudo, e não em um tanque artificial, monitorados pelo dono da casa." (p.47)
-- "Basta usar a cabeça e ralar. Se alguém é promíscuo é porque quer." (p.47) Folder da campanha anti-AIDS
-- "Não dá pra passar sem eles [políticos], mas tampouco dá pra comprar a mercadoria pelo preço que é vendida." (p.48)
-- "Vire e revire o peixe, cheire-o e não hesite em testar a consistência da carne com o dedo." (p.48) Anonymous Gourmet
-- "A isenção é como a felicidade." (p.77) Psicografado por Zíbia Gasparetto
-- "Mas por que parar de caminhar se a caminhada nos faz bem e nos torna pessoas melhores?" (p.77) Guia da Melhor Idade
-- "Quem não sabe manejar um revólver, deve deixá-lo fora do própria alcance." (p.80)
-- "Ninguém é bom voando apenas em céu de brigadeiro." (p.87)
-- "Há CPIs e CPIs." (p.91)
-- "A opinião pública, no seu devido tempo, chorará uma lágrima compungida pelo infeliz." (p.93) Nostradamus
-- "Há furos e furos." (p.97) Já diriam Sylvia Saint e Jenna Jameson
-- "Confie no seu taco. Em geral, a bola vai para a caçapa." (p.98)
-- "Pessoalmente, piso em ovos na cobertura de reformas ministeriais [?]. Evito anunciar que essa ou aquela cabeça foi cortada antes que tenha sido efetivamente separada do corpo pela lâmina da guilhotina." (p.101) Simpatia com cara de magia negra
-- "O jornalista que não escreve bem e não sabe usar as palavras é como o pintor que não domina o pincel e as tintas ou a cozinheira que não tem intimidade com o fogão e os temperos." (p.105)
-- "É indispensável ler bons livros, de autores que realmente escrevem bem, mas vale a pena ler também o que é ruim." (p.106) Auto-sugestão

Enfim, e fico por aqui, porque haveria muitas mais. O livro tem 140 páginas. Calculem o que resta de bom - que, para mim, são apenas os exemplos, esses sim concretos, de situações do dia-a-dia do autor, alguns realmente bem-humorados e bem contados. No mais, perfumaria e secos & molhados.

Em resumo, me lembrou algumas aulas de Teoria do Jornalismo, com a saudosa professora Pink-Avon. Nos arquivos aqui do G7INÚMERAS e bem melhores metáforas utilizadas por ela em sala de aula. E sempre falando sobre jornalismo. (Deus, como a gente postava besteira...).

Ah sim, o livro? Jornalismo Político, de Franklin Martins, comentarista da Globo, Globonews e CBN, Editora Contexto, 2005.

:: MOISÉS SBARDELOTTO | 11:42 PM | |


Terça-feira, Fevereiro 07, 2006

Sinal dos tempos Nº 9.294

Começando por quem disse, passando pelo que ele disse, e indo a quem ele disse, o fato é realmente preocupante.

Além disso, é uma matéria que contém dois dos melhores parágrafos jornalísticos da semana, demonstrando o elevado conhecimento matemático da profissão:

"Se não conseguirmos o acordo certo internacionalmente para o período pós-Kyoto -- ou seja, em 2012 -- então acho que estaremos em sérios problemas", afirmou diante de uma comissão parlamentar.

Questionado sobre se o mundo tinha sete anos para implementar medidas de combate às alterações climáticas antes de o problema atingir um "ponto de virada", Blair respondeu: "Sim."


É óbvio que não é óbvio. Vejam só: 2012 - 2006 = 7 anos! Agora sim tudo faz sentido.

:: MOISÉS SBARDELOTTO | 2:16 PM | |