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Sexta-feira, Outubro 21, 2005

Aliás


Obviamente, os únicos cidadãos armados em todo o território nacional são ricos. Todos os maridos que matam esposas são de classe média alta, e as crianças da periferia que levam armas para o colégio são multimilionárias colocadas em escolas públicas porque os pais perderam a data da matrícula em internatos suíços.

Aliás, essa estratégia do SIM é sensacional: dizer que quem vota no NÃO é homem, rico e a favor da morte de pobres inocentes. Minorias do Brasil, uni-vos! Negros, pobres, mulheres, ambientalistas, comunistas, todos acabarão com a desigualdade social exterminando dos "ricos" esse "direito de matar, direito de morrer"!

Vale lembrar que pela lei, todos os juízes, deputados e alguns outros membros de uma elite muito mais privilegiada do que a nossa, reles cidadãos de classe média, manterão o seu direito de ter a arma. Assim é muito cômodo: eles vão votar pelo desarmamento dos outros. Afinal, eles têm condições de contratar segurança particular, e ainda vão manter o direito de ter sua própria arma. Enquanto isso, eles podem deixar que o tráfico proteja os moradores de suas áreas de influência.

Outra coisa: a questão da venda de munição ainda não está regulamentada!!! A fonte é o Jornal Nacional. Defensores dos dois lados concordam que esse tema necessitará um estudo especial. Votar pelo "sim" é dar carta branca para toda e qualquer decisão que eles tomem a respeito desse assunto. Se esse ponto ainda está sujeito a emendas, o que impede a apresentação de emendas para o resto após o referendo? Ou seja, estamos votando um projeto inacabado!

Ah, sim, proponho que o caderno da Zero Hora passe a se chamar Filh@s.

:: PEDRO MORAES | 6:35 PM | |


Este é de ler

Cuidado, aqui mora um homem de bem!

O debate sobre o referendo trouxe à tona, com força, a figura do homem de bem. Como saber se você é um homem de bem? O jornal Zero Hora oferece ensinamentos preciosos sobre como deve se portar um homem de bem diante do referendo sobre o comércio de armas e na vida em geral.

Um dos méritos do referendo sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munição é o streep-tease ideológico que vem propiciando, um processo que ajuda a ver com maior nitidez um perfil médio de pensamento que, aparentemente, vem ganhando força e espaço na sociedade brasileira. Esse perfil revela, ao menos no plano discursivo, o surgimento de uma nova categoria social: o homem de bem. Adotado à exaustão pelos defensores da continuidade do comércio de armas de fogo e munição, esse discurso consegue concentrar em uma só expressão todos os preconceitos enraizados em nossa cultura: preconceitos de gênero, de classe, étnicos e culturais.

Pode parecer uma bobagem, mas é interessante notar a aparente inexistência de "mulheres de bem" na sociedade. São os "homens de bem" que têm seus direitos ameaçados pela proposta de proibição desse comércio. Esses "deslizes lingüísticos" talvez revelem mais do que aparentam. Mas os preconceitos revelam apenas a ponta do iceberg. Um iceberg que indica claramente a existência de um caldo de cultura radicalmente conservador, que faz do direito à propriedade a mãe de todos os direitos, e que não vem sendo adequadamente tratado pelos defensores do "sim".

É interessante notar que o discurso dos defensores do "não" vem conquistando adeptos mesmo entre uma parcela da sociedade que se considera de esquerda. Parte dela, assimila sem maiores dificuldades o argumento dos "homens de bem" que, diante da ineficácia do Estado em garantir a segurança pública, teriam o direito de se defender por conta própria. Uma outra parte adota argumentos mais curiosos, como o do "direito de auto-defesa dos trabalhadores" e da "origem elitista do referendo". Além disso, há também um certo caráter plebiscitário em torno do governo Lula que atravessa, com diferentes inflexões, todas essas posições. Mas a força principal da
campanha do "não" parece estar mesmo em torno da figura do "homem de bem".

Para entender o que é exatamente essa figura, algumas perguntas são pertinentes: Quantos "homens de bem" existem entre a população brasileira? E quantos "homens do mal"? Quantos "homens de bem" têm armas em suas casas ou pensam em comprar uma? O que define, afinal de contas, um "homem de bem"? Como ele deve se portar?

"Um não responsável"
A edição desta segunda-feira (17 de outubro) do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, ajuda a entender melhor o que pensam os "homens de bem". A publicação do Grupo RBS decidiu, finalmente, sair do armário e assumiu, em editorial, a defesa do "não" no referendo. Um "não responsável", como diz o título do editorial, o que sugere a existência de um "não irresponsável". Na mesma edição, o jornal publica uma pesquisa do Centro de Estudos e Pesquisas em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Cepa/UFRGS) indicando que dois terços dos gaúchos apóiam o comércio de armas.

O editorial de ZH comemora o resultado e ajuda a entender também algumas questões de fundo que não vêm sendo explicitadas no debate do referendo. Uma delas diz respeito ao próprio recurso ao instrumento do referendo. "Tudo é equivocado nesta consulta popular que lança sobre o cidadão a responsabilidade de decidir sobre um tema extremamente complexo, como se o gravíssimo problema da segurança pública no país pudesse ser resolvido apenas com uma lei respaldada pelo resultado de um referendo popular".

Pobre cidadão brasileiro, chamado a opinar sobre "temas extremamente complexos". O que isso quer dizer? Em primeiro lugar, com a licença do Conselheiro Acácio, quer dizer exatamente o que diz: os cidadãos não devem ser chamados a opinar sobre temas complexos, só sobre temas simples. Que outros temas podem ser considerados "extremamente complexos", pela lógica desse argumento? Vejamos alguns possíveis: Qual deve ser a política de educação do Estado brasileiro? E a política de saúde? E a de comunicação? Quais devem ser as prioridades de investimento do Estado? Sobre o que os cidadãos devem opinar?

Segundo o editorial de ZH, os cidadãos devem ser poupados destes temas "extremamente complexos", deixando-os a cargo dos especialistas que realmente entendem do assunto. Sobre o que os cidadãos poderiam opinar, então? Quais seriam os temas simples, sobre os quais suas mentes simples poderiam dar conta? O editorial não avança sobre isso, mas, em um caderno de educação, publicado na mesma edição, trata de um tema que diz respeito ao cotidiano de todos os cidadãos e homens de bem: como educar seu filho? Mais uma vez, repete-se o "deslize lingüístico" de gênero. O título do caderno é "Meu filho". Um detalhe menor, certamente. Um descuido. Coerente com a linha do editorial, o caderno ensina a população como tratar de um "tema extremamente complexo", como a educação das crianças.

Como educar seu filho: mercado financeiro, facas e garfos
E dá dicas preciosas. "Ensine seu filho a lidar com dinheiro desde cedo. É na infância que ele deve fazer suas primeiras experiências na área financeira. A partir dos 10 anos, apresente seu filho ao gerente de um banco, abra uma conta e explique o funcionamento da agência", ensina Cássia D'Aquino Filocre, consultora em Educação Financeira. Mas, nem tudo é dinheiro na vida e ZH ensina também como as crianças devem se portar à mesa. O ensinamento começa com uma advertência que deve ser dirigida às crianças: cuidado, você está sendo observado! E a consultora de etiqueta Célia Ribeiro avisa: garfo na esquerda, faca na direita! "Se a criança ainda não consegue manusear os dois talheres juntos, deve deixar a faca em diagonal depois de cortar a carne, à direita do prato, passando o garfo para a mão direita. Uma
etiqueta mais rígida não permite isso, mas os americanos, práticos, adotaram o sistema".

Ufa! Se esses temas já são complexos, imagine só o absurdo de exigir dos cidadãos que opinem sobre temas relacionados à segurança pública. Sempre haverá um consultor para ensiná-los didaticamente a como agir em relação a esses temas.

E o editorial de ZH se propõe a executar essa tarefa. "Diante de tamanha deformação (exigir que os cidadãos opinem sobre temas complexos), a melhor alternativa para os brasileiros já parecer ter sido identificada pela maioria dos rio-grandenses: rejeitar o autoritarismo que retira dos cidadãos o direito básico de providenciar a própria defesa, quando se sabe que o poder público tem sido incompetente para fazê-lo". Ou seja, diante da falência do Estado (de sua ineficácia crônica como não se cansam de repetir os editoriais do mesmo jornal), cada cidadão que providencie sua própria defesa.

"A vida real não deixa dúvidas: os delinqüentes não vão entregar suas armas, nem o Estado tem mostrado capacidade para desarmá-los", acrescenta o texto. "Defendemos que os cidadãos tenham liberdade para exercer todos os direitos assegurados pela Constituição, entre os quais o de decidir a melhor forma de se defender da violência que os ameaça cotidianamente. Por isso, o voto no "não" nos parece ser o que melhor atende aos interesses dos cidadãos", emenda.

Em defesa do risoto de rúcula e do Möet Chandon
Afinal de contas, como um pai (para manter a lógica do deslize lingüístico) vai levar seu filho de 10 anos, com segurança, ao banco para ensinar-lhe as primeiras experiências na área financeira? No lado de fora da agência, há uma legião de "homens do mal", prontos para tentar cercear esse direito. Como um "homem de bem" vai ensinar ao seu filho que ele "deve deixar a faca em diagonal depois de cortar a carne, à direita do prato, passando o garfo para a mão direita", se a sua casa pode ser invadida a qualquer momento por um "homem do mal" e ele não tem o direito de estourar os miolos deste sujeito na frente do seu filho?

Como um "homem de bem" vai garantir uma noite de princesa para sua filha, na sua festa de 15 anos, com uma recepção para 600 convidados, como revela a coluna social "RSVip", de ZH, se ele não pode cuidar por si próprio da segurança do evento? Como proteger um jantar à base de 'risoto de rúcula e mostarda dijon, camarões orientais e espaguete pupunha", tudo regado a Möet Chandon, da invasão de algum "homem do mal"?

Então, como diz o colunista Paulo Sant'Ana, na mesma edição de ZH, só escritores, intelectuais, sociólogos e jornalistas são favoráveis ao desarmamento. "A elite gaúcha é a favor do desarmamento, o povo está contra", afirma. O povo quer garantir seu direito a comer risoto de rúcula com camarões orientais, com um 38 ao lado do prato para qualquer emergência. O povo quer ter o direito de iniciar seus filhos no mundo do mercado financeiro com um cartão de crédito na mão e uma pistola no outro. Só mesmo intelectuais elitistas podem defender o desarmamento, diz Paulo Sant'Ana.

O direito de ter uma arma e um carro estrangeiro
Intelectuais como Luís Fernando Veríssimo que, na mesma edição de ZH, abre seu voto pelo "sim", dizendo, entre outras coisas, que "dizer que o desarmamento da população a deixaria vulnerável ao crime equivale a dizer que, até agora, a população armada fez um bom trabalho de se defender, o que não é o que mostram as estatísticas". Jornalistas como Rosane de Oliveira, também de ZH, que acredita que "reduzindo o número de armas em circulação pouparemos vidas tiradas em brigas de trânsito, crimes passionais ou acidentes com crianças e adolescentes".

Conversa de elitistas, diz Sant'Ana, que conclui: "Devemos votar não para incrivelmente manter o direito que temos de um dia, quem sabe, é um sonho, podermos ter uma arma ou um carro estrangeiro em casa".

Aí está o sonho dos "homens de bem" que os intelectuais elitistas desprezam: uma arma em casa, um carro estrangeiro na garagem (sem pagar muito imposto, de preferência), camarões orientais e Möet Chandon na geladeira, o filho bem informado sobre o funcionamento do mercado financeiro e sobre o correto uso de garfas e facas. O Estado é uma ameaça a esses direitos sagrados. Cabe aos homens de bem resistir a ele, à bala se for preciso. Assim, chegará finalmente um dia em que poderemos ver, na frente da casa de todo cidadão, uma placa advertindo a legião dos "homens de mal" que anda ameaçadoramente pelas ruas: "cuidado, aqui mora um homem de bem"!


Marco Aurélio Weissheimer

:: MOISÉS SBARDELOTTO | 3:53 PM | |


Quinta-feira, Outubro 20, 2005


----------------------- Mensagem Original ------------------------
Assunto: Contato efetuado - Esclarecimentos
De: "dominiobrasil@hotmail.com" [recbb065@terra.com.br]
Data: Ter, Outubro 18, 2005 11:50 pm
--------------------------------------------------------------------------

Prezados:

Conforme vossa solicitação feita por telefone informamos que o domínio WWW.PROCTOLOGISTA.COM.BR encontra-se disponível para negociação.
Aguardamos vosso retorno nos fones 081-32311833 ou 081-99730505 ou via emaill dominiobrasil@hotmail.com

:: HENRIQUE HOFFMEISTER | 3:15 PM | |


Terça-feira, Outubro 18, 2005

Ah, a necessidade de emprego...

Dá nisso, ó:

Edson: Saudações a todos os colegas Jornalistas. Estou aqui, invadindo um pouco a sua "privacidade" para convidá-los a fazer parte de uma comunidade muito especial. Já somos mais de 230 pessoas que expressam a sua admiração sincera para este ícone gaúcho do empreendedorismo na área da comunidação. Espero por vocês nesta homenagem merecida a este grande cidadão filho do sul.
Edson Junior convidou você para participar da comunidade 'Maurício Sirotsky Sobrinho'. Para ver a comunidade 'Maurício Sirotsky Sobrinho', clique no link abaixo:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5437907

Para ver o perfil de Edson, clique:

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=4201706761452143614
A todos uma ótima semana!

Nem que seja de "auxiliar de vendas de máquina de café automática", alguma vaguinha ele vai ter que conseguir... Por "lambeção de saco-mor", só por isso. Afff...

:: MOISÉS SBARDELOTTO | 9:39 PM | |


Segunda-feira, Outubro 17, 2005

Falta de atensão


:: PEDRO MORAES | 3:49 PM | |


Domingo, Outubro 16, 2005

Leia as entrelinhas da lei lendo a lei

Cansado das inúmeras versões e argumentos a respeito do Estatuto do Desarmamento (que não se pode mais chamar assim, pois, por [nova] lei, deve-se dizer "estatuto sobre a proibição ou não do comércio de armas e fogo e munição" - duvidam? leiam aqui), ponho à disposição de vossas mercês o próprio Estatuto.

Dessa forma, podemos ir um pouco além dos argumentos simplistas de que o estatuto retirará "um nosso direito", ou que ele terminará com os crimes e mortes no país. Obviamente, pode-se matar de formas diversas, muito mais criativamente (?) que com uma simples arma (coisa que já virou clichê). E é um direito o direito de matar?

Detalhe para alguns artigos e/ou parágrafos da lei:

- Art. 6o É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria e para: [...] IX - para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas, cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo, na forma do regulamento desta Lei, observando-se, no que couber, a legislação ambiental. Ou seja, uma simples inscrição e mensalidade em dia em seu clube de tiro preferido, e tá feito o carreto

- Art. 6o § 5o Aos residentes em áreas rurais, que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar, será autorizado, na forma prevista no regulamento desta Lei, o porte de arma de fogo na categoria "caçador". Isto é, uma simples mentirinha, e está salvo o direito dos granjeiros e fazendeiros de plantão.

Podemos seguir, mas é melhor ler a completude da totalidade da lei.

:: MOISÉS SBARDELOTTO | 10:32 PM | |


Sexta-feira, Outubro 14, 2005

PROFECIA JOSUÍSTICA É CUMPRIDA!!!

"E mais quatro crianças morreram com facas e outros talheres diversos..."

Josué, tu tem alguma coisa a ver com... isto?

:: MOISÉS SBARDELOTTO | 4:29 PM | |


Quinta-feira, Outubro 13, 2005

Re: Estou mudando meu voto para o SIM ! Leia os motivos... (hahahahah)

Como cidadão de bem, eu também tenho muito medo de mortes acidentais de crianças. Lá na minha casa já morreram três com a arma do meu pai, também cidadão de bem. Depois ele se livrou da arma - e dos corpos - e mais quatro crianças morreram com facas e outros
talheres diversos. E as crianças eram todas honestas e, no futuro, poderiam vir a ser médicos ou advogados (ou seja, cidadãos de bem).

Alerto também para o fato de que, na novela das oito, as mortes brutais não estão tendo o tratamento que deveriam. Os policiais são sempre retratados como estereótipos, quando na vida real muitos são trabalhadores de palavra que batalham de sol a sol para garantir o sustento da prole.

Vale lembrar que o Chico Buarque e outros artistas famosos e talentosos como Dedé Santana e Japinha do CPM22 andam para tudo quanto é lado cheios de seguranças ao redor, devidamente armados com fuzis e, imaginem só, granadas e explosivos plásticos. Qualquer pomba branca da paz morreria em décimos de segundo se se metesse com esses caras. Com tal poder de fogo à disposição, que cidadão de bem precisaria empunhar uma arma de fogo? Responda essa, Chico!!

Espero que vocês levem em consideração esses FATOS.

No dia 23 de outubro, usem a CABEÇA.

Um abraço,

Josué Bochi

:: JOSUÉ BOCHI | 5:12 PM | |


Quinta-feira, Outubro 06, 2005

Aqui se faz, aqui se paga

Ontem fui deitar sem escovar os dentes.
Hoje saí para comprar pão e tomei um banho de chuva.

:: HENRIQUE HOFFMEISTER | 9:39 PM | |


Terça-feira, Outubro 04, 2005

Olha, sem as mãos!


'A Campanha de Desarmamento está tendo muito sucesso e, junto com ela, temos que lançar uma campanha tão bem sucedida para combater a impunidade no Brasil.'
Arnaldo Cesar Coelho, comentarista esportivo

'Homem armado é muito cafona. Eu acho um atestado de burrice: arma representa muito mais um perigo do que uma proteção. Quem ama, desarma.'
Betty Gofman, atriz

e por vai

:: HENRIQUE HOFFMEISTER | 9:57 PM | |


Efeito Borboleta

Ontem subi no ônibus assobiando e descascando uma bergamota.
Hoje fui despedido.

:: HENRIQUE HOFFMEISTER | 7:43 PM | |


isso é uma piada

:: JOSUÉ BOCHI | 11:34 AM | |