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Domingo, Outubro 31, 2004
A melhor da eleiçãoCena vista ontem na Perimetral, próximo ao comitê do PT
Uma militante do PT, com 4 adesivos do Raul Pont colados na blusa vermelha e duas bandeiras - uma do partido, uma do candidato - caminha ao lado de sua pequena filha de 4 ou 5 anos. A crainça, feliz da vida, começa a cantar:
- Fogaça-a-aaa-a!
A mãe, constrangida, me olha e logo fala pra filha:
- Não, filhinha, não é Fogaça, é RA-UL!
E a criança começa a cantar:
- Rau-u-uuu-ul!, no mesmo ritmo da música do Fogaça.
::: Moral da História - Fogaça pode até não ser o melhor candidato, mas tem o melhor jingle.
A Pior da EleiçãoOuvida no Speed Lanches, na Lima e Silva, às 03h30
Mendigo (seria o Mocongo?)
- Bzazaá-ururuou-dzorfgh-Raul-djzou-Rosário!!!! É Raul!!
E o cara do xis responde:
- Tu vai ver só, amanhã vai cair essa pont e tu vai te afogaça!
::: Moral da História: A palavra é de prata e o silêncio é de ouro ou Perdeu uma ótima chance de ficar de boca fechada.
:: PEDRO MORAES
| 4:58 PM
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Sábado, Outubro 30, 2004
Nota mental: colocar meias de lã na lista de compras para o natal

:: ROVANI FREITAS
| 3:05 PM
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Sexta-feira, Outubro 29, 2004
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AH!, QUE SE FODA...cansei. merda de vida...
:: ZÉ NASCIMENTO
| 2:12 PM
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:: HENRIQUE HOFFMEISTER
| 1:14 PM
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NOVA NOVIDADE!!!Sempre inovando, G7+H traz agora uma completa novidade no mundo dos blogues. É a presença semanal, diária ou mesmo a qualquer instante do seu ombudsman. Ombudsman, segundo definição do jornal Folha de S. Paulo, é "uma palavra sueca que significa representante do cidadão. Designa, nos países escandinavos, o ouvidor-geral -função pública criada para canalizar problemas e reclamações da população. Na imprensa, o termo é utilizado para designar o representante dos leitores dentro de um jornal. A função de ombudsman de imprensa foi criada nos Estados Unidos nos anos 60."
Assim sendo, G7+H passa a disponibilizar a seus fiéis leitores uma crítica semanal, diária ou a qualquer instante do blogue como um todo, incluindo as publicações, o formato, os comentários, os visitantes, os temas, todo e qualquer objeto passível de crítica. Além disso, o ombudsman do G7+H será o balde de ouro para que nossos leitores possam vomitar todo o seu desgosto e a sua náusea com as criações dos gessetianos.
Nosso ombudsman chama-se Paulo Roberto Lunardi. Semanalmente, diariamente ou a qualquer instante, Lunardi derramará toda a sua verve crítica sobre cada pixel deste blogue, mostrando que, além de hiperdemocrático, o blogue também é imensamente ruim mesmo.
Por isso, com exclusiva exclusividade, com vocês...
===Tem gente que se acha!!! Vimos nessa semana uma avalanche poucas vezes verificada no G7+H. Uma grande avalhanche, que eu classificaria de exagerada e auto-propagandista: a divulgação do Ao Vencedor as Batatas. Ok, ok...sei que vocês já estão com pedras na mão, prontos para defender a todo custo o vídeo. Mas o fato é que a publicação de várias fotos e posts foi exagerada, assim como o tom de superioridade com que falavam do AVAB. Até parece que não existe nenhum outro vídeo, que só este é o bom. Cada um tem que vender o seu peixe: ok, entendo, mas foi demais, não acham?
===A boa da semana Foi a história de Virgínia (Dirxxxínia) e Alfredo, assim como o posterior envolvimento de Pedro na trama. Ótimo, realmente muito engraçado. Moisés, sacando a boa história, tratou de encerrar a enquete-sem-criatividade-nenhuma que estava no ar e tratou de conferir a opinião pública do caso Dirxxxínia. Ponto pra ele!
===G7+H não é a Sala de Redação. Posts e comentários sobre futebol são válidos, mas não façamos disso uma guerra de opiniões num ramo onde consenso não há!!! Tivemos mais de um comentário com letras garrafais nos últimos dias... isso é prejudicial: estraga o layout e a harmonia do blog, além de equipará-lo a outros, digamos, menos dignos.
===Fernando e Henrique estão em boa fase! Zeh tem inserido material interessante também!
===Não vamos perder o nível, hein? Estamos com boa audiência, com participação ativa de "afins" gesseteanos: em especial, Fe e Mi. A peteca está lá em cima, não vamos deixá-la cair. Cada um a rebate, a joga para cima novamente, passando a peteca para o colega do lado, que também faz seu papel: assim continuamos bem...
Paulo Roberto Lunardi
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 11:09 AM
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Quinta-feira, Outubro 28, 2004
Réquiem virgulino de um pontoEra uma vez o Ponto.. Um dia, caminhando pelo Parque das Letras, encontrou-se com a Vírgula., Conversa vai, conversa vem, carinhos aqui, afagos acolá, e eis que chega o momento lascivamente voluptuoso: ; Porém, como diria o grande sábio, o prazer de fazer nem sempre corresponde ao prazer de ter feito. E Vírgula acaba grávida.b Vírgula, desesperada em razão do acontecido, resolve vingar-se. Não pretende o aborto. Tem sentimentos. Mas quer vingança. Ponto, contudo, não perde por esperar. E nasce o bebê.
Com o tempo, o ódio de Vírgula por Ponto cresce geometricamente ao amor pelo filho. Vírgula encontra saída jurando Ponto de morte a todo momento. Ele, ameaçado e amedrontado, sabe que a única solução é matar Vírgula, antes que ela tome alguma atitude funesta. Por isso, não querendo ser morto, resolve matar. A partir de então, Ponto anda armado todos os dias.! Na primeira oportunidade, Ponto ataca furiosamente. Vírgula, desesperada, consegue defender-se, machucando seriamente a mão direita de Ponto. Ele, retraído, foge. Não busca ajuda. O sangue escorre, densamente, por algum tempo. Sua mão começa a apodrecer, mas ele não pretende buscar uma cura. Vai ao cais do porto e conversa com seu antigo amigo marinheiro. Quer ficar mais macabro, mais amedrontador, para Vírgula nunca atentar mais nada contra ele. Vendo que não há chance de recuperação, depois da amputação, a solução: no lugar da mão:? Naquela mesma semana, desiludida consigo mesma, Vírgula acaba falecendo inesperadamente, deixando o pobre Ponto-filho inconsolado, herdando a promessa de vingança.
Passam-se os dias, e Ponto continua encontrando outras Vírgulas pelo mundo afora...... Anos depois, num lugar qualquer, dois pontos se encontram.: E não são desconhecidos. A mão macabra de um deles entrega o jogo. Se reconhecem: Ponto-pai e Ponto-filho. O filho, lembrando-se de seu passado, novamente promete vingança, em nome de sua mãe. Ponto-pai apenas escuta, cabisbaixo. E sente medo.
Vários dias depois, ao sair de carro, Ponto-filho vê Ponto-pai atravessando a rua. Transtornado, força o pé e acelera o máximo possível. Não tem dó:- MORAL DA HISTÓRIA: Quem conta um conto nem sempre aumenta um ponto.
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 9:53 PM
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:: HENRIQUE HOFFMEISTER
| 4:40 PM
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A TEMPO: Na Rapidinha das 13h, houve recorde de público, chegando a "quase-super-lotar" o auditório, com a presença de 37 pessoas!!! Isso mesmo!!! Trinta e sete seres humanos e vivos que riram e aplaudiram o grande suuuuucesso AVAB. Destaque para a cena do Henrique no banheiro e a cena final (imperdível!).
Esperemos pela sessão da noite e pelo dia 4 de novembro, quando, talvez, chegaremos à glória fabicana na entrega do Prêmio Luana. Compareçam a ambos os eventos!
É hoje!
È oggi
Es ist heutiger Tag
Mulambo mala tuba
Ui ui ui!
E por aí vai...
No Auditório da Fabico (na Ramiro Barcellos, ao lado da Escola Técnica da UFRGS, que fica ao lado do Planetário), às 13h, com reprise às 18h.
Obrigação humana, holística e universal de comparecer a esse megaevento!Agradecimentos especiais ao tradutor instantâneo e online do Google.
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 9:07 AM
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Você é alérgico a gatos? Compre um gato geneticamente modificado!
:: JOSUÉ BOCHI
| 1:43 AM
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IDE VER o Ao Vencedor, as Batatas, HOJE, na Fabico. O filme conta com a aparição especial-relâmpago deste-que-vos-emana-estes-sinais-elétricos-transformados-em-linguagem, infelizmente. Mas nada que estrague o todo.
[]
À uma com reprise às seis da tarde. NÃO PERDAM!!!
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Odeio interromper estes tempos produtivos do g7+h com uma nota triste, mas esta é importante. O Tio dos Canudinhos, infelizmente, se foi. É um grande hamburguense que se vai. Esperamos que no céu haja também canudinhos de plástico para ele contar e recontar, contar e recontar, contar...
:: FERNANDO MALLMANN
| 12:16 AM
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Quarta-feira, Outubro 27, 2004
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É AMANHÃ!!!!!!!!
Exibições únicas e exclusivas: só na RAPIDINHA.
Auditório da Fabico - Ramiro Barcelos, 2705
às 13h e às 18h.NÃO 'PERDAM'!!!!!
:: ZÉ NASCIMENTO
| 5:15 PM
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atirei uma pedra nágua
de pesada foi a pique
os peixinhos responderam:
"viva g7 mais henrique!"
:: HENRIQUE HOFFMEISTER
| 4:12 PM
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mais um post para o rovani comentar com piadinhas cretinas a atual e passageira situação do meu amado tricolor dos pampas
do menezes:
Convidamos toda a nação gremista para o PRIMEIRO DIA DO GREMISMO INCONDICIONAL, a ser realizado no próximo sábado, 30 de outubro.
Juntos comemoraremos, além do fato de o Internacional não poder mais chegar ao título do Campeonato Brasileiro, a grandeza do clube da Azenha, cantando o hino e reafirmando que nada pode ser maior que o Grêmio, e que estaremos com ele onde, quando e como estiver.
A concentração será no Largo dos Campeões, ao lado do Estádio Olímpico Monumental. Tudo isso às 17h do dia 30, sábado, pouco antes do início da partida contra o Palmeiras na cidade de Pelotas.
Venha mostrar seu amor incondicional pelo tricolor gaúcho!
amplexos...
:: ZÉ NASCIMENTO
| 1:01 PM
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primaveril
eu passo cantando
nem sei o que vi
sei tudo de ti
e passo cantando
por entre macegas
flores, colibris
eu passo às cegas:
sei tudo de ti
não sei onde ando
nem sei se parti
eu passo assobiando:
sei tudo de ti
me chamo henrique?
me chamo ariri?
por mais que tropique
sei tudo de ti
e passo cantando.
:: HENRIQUE HOFFMEISTER
| 12:15 PM
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ENQUETE ENCERRADA!Nossa última enquete enquetou:
Qual deve ser o tema da próxima enquete?
E o povo do G7 contestou:
37,04% - Mamutes irlandeses e sua reprodução in vitro
29,63% - História do G7+H
25,93% - Fabico em geral
3,70% - Problemas no Haloscan (gerenciador de comentários)
3,70% - Primavera
0.00% - Prêmio Luana Como somos terminantemente democráticos, nossa nova enquete é sobre a Virgínia, conforme o desejo do público! Ei-la:
A Virgínia deve responder aos apelos telefônicos-mas-não-só do Alfredo de Fortaleza, disponibilizando seu sobrenome ao operador de telemarketing nordestino?
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 11:41 AM
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Eita, mundin' pequeno di Nossinhô
Hoje eu me atrasei pra aula. Alguma novidade nisso? Não, tá certo. Eu me (pseudo)arrumando, minha mãe pergunta lá do quarto:
- Por quanto tempo a gente assinou a Superinteressante?
- Ahn, sei lá, começou em 99... uns 5 anos.
- E quantas edições especiais a gente recebeu de brinde?
- 1... 2... 3... ahn, sei lá, umas 6 no máximo.
- Quais, tu sabe?
- Sei... (detalhes aborrecidos)
Dois minutos depois volto pro quarto pra pegar a minha pasta da UFRGS (que eu não tinha usado esse semestre porque desde agosto eu não sabia onde tava. Achei-a, finalmente, em um lugar óbvio, no domingo, mas isso não tem nada a ver com a história).
Dois minutos depois volto pro quarto pra pegar a minha pasta da UFRGS (que desde o final do ano passado tem um patch do Offspring costurado. Seria uma premonição de que um ano depois eu ganharia dois ingressos inteiramente de grátis para vê-los em Porto Alegre? Talvez, mas isso não tem nada a ver com a história)
Dois minutos depois volto pro quarto pra pegar a minha pasta da UFRGS, e ouço a minha mãe no telefone:
- Então é esse o problema. Em cinco anos de assinatura só recebemos seis especiais. Agora não faz nem seis meses que eu suspendi e já ganhei dois. Pois é.Não a gente não quer mais nenhuma. Ih, aqui a gente já assinou Veja, Cláudia, VIP, Revista da Web (já falecida), Super... Mas eu ainda tinha um boleto de assinatura pela metade e queria ver como é que ficava. Entendeu, Alfredo?
Soou o alarme. Alfredo? Editora Abril? Se pá.
- Mãe, pergunta se ele é de Fortaleza!
- Alfredo, tu é de Fortaleza? .... Ele é, Pedro, por quê?
- Bah, não acredito!! Esse é um xarope que ligou pra Virgínia.... hehehehe
- Ah, Alfredo, é que tu ligou várias vezes pra uma amiga do meu filho esses tempos.
- Qual o nome dela
- Virgínia
- De quê?
- Baumhardt, é de Santa Cruz.
- Hehehehehehehe (isso foi uma "risada bem galinha", segundo a mãe)
- Tu te lembra?
- Claro! Hehehehehehehe (mesma risada galinha. Segundo a mãe, nessa hora a voz dele enrubesceu)
(Volta aos assuntos "superinteressantes". Quase na hora de desligar, ele pergunta:)
- Era Virgínia do que mesmo?
- E tu acha que eu vou cair nessa, Alfredo? Tu quer é ligar pra menina de novo.
- Hehehehehehehe (a risada galinha de novo)
- Só te dou o sobrenome se ela quiser, vou perguntar pra ela. Porque, tu quer que eu faça a ponte entre vocês?
- Hehehehehehehe (essa risada já encheu, não é mesmo?)
(Formalidades de fim de telefonema)
Trechos em itálico obtidos com a senhora minha mãe
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Bom, agora vem a grande questão: ele vai ligar de novo aqui pra casa.
Virgínia, tu queres que a minha mãe informe teu sobrenome ao Alfredo?
:: PEDRO MORAES
| 12:06 AM
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Terça-feira, Outubro 26, 2004
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pussy power ou menina superpoderosa
já conheço uma mulher que faria eu desistir da revolução.
além da fernanda lima e da priscila fantin, é claro.
:: ZÉ NASCIMENTO
| 8:54 PM
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- ó meu santo reverendo:
do jeito que a coisa anda
vou acabar me escondendo
numa cratera bem funda
pra fugir do sofrimento
por enquanto eu vou levando
enquanto não me arrebento
- a saída, eu te garanto,
é agir com fingimento
toma a hóstia e vai andando
deixa aqui os meus duzento
deus te abençoe, meu filho
se te deixa aliviado
na remissão dos pecados
te dou minha garantia:
podes pecar noite e dia
não precisa andar no trilho
que por uns poucos trocados
limpo tua alma e dou brilho
que sou inescrupuloso
pode crer, eu admito
um tanto quanto asqueroso
mas te dou meu veredito:
a pessoa verdadeira
nessa vida passageira
nesta eu não acredito
e passo-lhe uma rasteira
mas que belo raciocínio
deste viver que me encanta
pois cometer latrocínio
em nome da virgem santa
te tratar feito uma anta
e pedir teu patrocínio
é ser como lupicínio
é agir como quem canta
que exemplo de humanismo
demonstra minha hombridade
com tanta barbaridade
sempre digo pra mim mesmo
melhor agir feito padre
e crer no catolicismo
decorar o catecismo
que seguir minha vontade
esse é o mal da humanidade
que bom mesmo é o cinismo
:: HENRIQUE HOFFMEISTER
| 2:04 PM
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Doutor, tenho um problema:
só consigo falar rimando.
Minha vida parece um poema
de tanto falar cantando.
- Mas pra isso eu não tenho a solução!
Pois, doutor, me veja algum elixir,
alguma pomada, alguma pastilha.
Porque meus amigos só sabem rir
e meus pais já retiraram a herança desta filha.
- Eu já lhe falei que não posso ajudar!
Pois então me diga algo,
alguma coisa que me possa ajudar!
Um pouco de carinho ou de afago,
qualquer coisa que possa me salvar!
- Minha querida, suponho que seu problema não seja apenas físico... Acho que seria bom tentar um psicólogo
Ora, seu incompetente de uma figa!
Tu não é doutor nem pra receitar um Doril!
Se tu não sabe ajudar nem quem precisa,
acho que é bom o senhor ir para bem longe daqui!
- Minha filha, acho que conseguimos.
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 11:59 AM
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eles acham que é o brizola, mas é o ELVIS que não morreu... certo que ele pegou várias guriazinhas com essa música...
It's now or never,
come hold me tight
Kiss me my darling,
be mine tonight
Tomorrow will be too late,
it's now or never
My love won't wait.
When I first saw you
with your smile so tender
My heart was captured,
my soul surrendered
I'd spend a lifetime
waiting for the right time
Now that your near
the time is here at last.
It's now or never,
come hold me tight
Kiss me my darling,
be mine tonight
Tomorrow will be too late,
it's now or never
My love won't wait.
Just like a willow,
we would cry an ocean
If we lost true love
and sweet devotion
Your lips excite me,
let your arms invite me
For who knows when
we'll meet again this way
It's now or never,
come hold me tight
Kiss me my darling,
be mine tonight
Tomorrow will be too late,
it's now or never
My love won't wait.
:: ZÉ NASCIMENTO
| 1:12 AM
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Segunda-feira, Outubro 25, 2004
bom programa:
um fim de semana
ouvindo rock
e bebendo samba
:: HENRIQUE HOFFMEISTER
| 12:25 PM
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não se acostumem...
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O Jack Bauer é o cara. Eu tenho até medo dele. Salva o mundo, o presidente negão e quem mais precisar. Tudo bem que a mulher dele não se safou da Nena, mas aquilo foi castigo porque ele tinha experimentado aquele corpinho, quando não deveria. Mas, enumerando, poderíamos dizer:
- é o cara: uma pistola e uma xícara de café, e ele se safa de qualquer uma;
- não perdoa: as mulheres não resistem. Ele consegue, mesmo sendo honesto do grande perigo envolvido, fazer com que todas aceitem virar isca numa boa pra terroristas perigosos e desconfiados;
- é capaz de degolar um gordão, assim, na maior;
- ele tem uma filha que é um espetáculo.
Se não fosse da UCT, seria um psicopata, certamente. Fiquei imaginando um embate entre ele e o MacGyver. Pra ajudar na decisão, disponibilizo este linque, com todos os macgyverisms ou, em bom brasileiro, as Maravilhosas Gambiarras do MacGyver. Aí vai uns exemplos:
- desarmou um míssil com um clipe de papel;
- evitou um vazamento de ácido sulfúrico com um doce de chocolate;
- conseguiu fazer duma camiseta um filtro;
- Picked up thieves in car with heavy duty magnet (esse eu não quis traduzir).
Enfim, praticamente um... MacGyver! Como ele, só ele.
Mas, fico imaginando: a truculencia ou uma certa finesse? a emoção ou a criatividade?
linque encontrado aqui.
Temperatura Máxima tinha, pelo menos, um horário melhor.
:: FERNANDO MALLMANN
| 10:56 AM
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Domingo, Outubro 24, 2004
sem título (versão editada especialmente para blogues)
"José K. precisava fazer a reportagem para a Rosa Nivea.
Juca, então partiu para uma pequena cidade do interior com alto IDH. Alguns colegas o acompanharam porque queriam tirar fotos do lugar.
"No quintal de uma casa com grades baixas, pessoas tomavam chimarrão e confraternizavam. Entrou e, na cozinha, viu um singelo casal de idosos com feições asiáticas sentados em cadeiras de balanço, virados de frente a uma cama enorme com lençóis brancos. Rindo e segurando tortas e doces, as pessoas passavam apressadas pelo recinto, que tinha as paredes pintadas com um peculiar tom de bege avermelhado.
"Ao ver os traços do casal, não teve dúvidas e lançou Como é viver em Ivoti?(que é onde tem uma colonia de japoneses). Silencio constrangedor e uma expressão de reprovação do velho japonês. Juca perguntou, já receoso, o nome da cidade. Começo Alegre, responderam todos em coro, impacientes.
"Juca, primeiro, estranhou, mas de alguma forma aquilo fazia um agradável sentido. Não poderia ser outro lugar, imaginou sorrindo.
"O japonês respondeu que era muito bom morar na cidade e então se calou. Juca insistia, mostrando que o gravador estava ligado e a fita rodando, mas o velho agora ignorava completamente a presença de Juca. Ele havia recém acabado a refeição.
"Na volta, o carro estava completamente lotado. Duas vezes mais cheio, umas nove pessoas, mais ou menos, porque todos estavam agora com suas namoradas. Mas, enfim, foram embora. K. não conseguiu fazer a matéria. Iria rodar na cadeira, pensou. Ficou, para passar o tempo, tirando fotos dos outros."
Primavera
Lá fora chove, eu sei, mas releva, rapaz, estamos em outubro. As chuvas de primavera acontecem por pura pena. É o último alento que São Pedro dá aos que não sabem viver.
E vemvindovemvindo o calor. E, junto, o incômodo no peito dos ressentidos, o desconforto no alto e baixo ventre dos solitários e, principalmente, a inveja desses pelos que passam, felizes.
:: FERNANDO MALLMANN
| 5:51 PM
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Um amigo do meu irmão falou uma frase, dia desses. Gostei.
É a do dia, pra mim:
"No fim do poço, há uma mola."
:: VIRGÍNIA CAETANO BAUMHARDT
| 3:00 PM
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Sábado, Outubro 23, 2004
Grêmio, deixa o Cuca ir!
:: JOSUÉ BOCHI
| 5:41 PM
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Quarta-feira, Outubro 20, 2004
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pode não parecer, mas ando melancólico. enfim. o fato é que capital inicial tem outro sentido depois de dois anos... assim como teve, uma época, titãs. mas mesmo assim eu gosto. e ouço.
"fear leads to anger. anger leads to pain. pain leads to suffering" - Jedi Master Yoda
nota mental: hoje o diretor-geral da câmara entrou na sala da sonorização pra ver a sessão que não houve e eu estava sem sapato.
1. ele não notou;
2. ele notou e não fez nada;
3. ele notou, não fez nada, mas fará;
4. ele não notou, ele lê o blogue e eu me entreguei...
enfim. e tals... manjas, cara?!
:: ZÉ NASCIMENTO
| 2:55 PM
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Terça-feira, Outubro 19, 2004
ENQUETE ENCERRADA!Hallelluya! Saravá, meu Pai! A última enquete, finalmente, se acabou-se. Nós perguntamos:
Em uma refeição, você troca de prato a cada vez que você se serve no bifê?
Confirmando nossa teoria de que a maioria dos seres humanos ainda são educados e higiênicos - obrigado, desocupados de Versalhes - e que estamos longe de voltar aos hábitos símios, a maioria dos nossos visitantes, ou os únicos visitantes em sua maioria, responderam que:
60,24% - Não uso pratos, como direto nas cubas
21,69% - Sim
18,07% - Não E podem confiar: o Centro de Pesquisas G7+H é irresponsavelmente corrupto e falso. Nunca acertamos e nunca falamos a verdade, até porque nunca acertamos as perguntas. E por isso não importam as respostas.
Pelo menos, ainda não chegamos a escrupulenta atitude de mentir. Obviamente.
Agora, podem participar da mais nova pesquisete:
Qual o tema da próxima enquete? Lembrando, não confundam enquete com joanete. Muito menos com bofete. E MUITO MENOS com, enfim...
Em terra de olho, quem tem cego, errei.
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 9:07 PM
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::
a fernanda me perguntou esses dias quanto tempo tinha o blogue. hoje eu tava sem nada pra fazer depois de cumprir o meu serviço e resolvi pesquisar. dói-me o peito saber que o primeiro post deu errado, e que o blog começou numa segunda-feira. enfim, estamos no ar desde 18 de agosto de 2003, levando merda ao mundo e entupindo a internet com lixo cibernético altamente pertinente... parabéns, bandão...(ou não)
e pra comemorar, o segundo post (o primeiro deu errado, e convenhamos, é bem meia-boca...)
[enter system? y/n]
[connecting...]
[enter local net password:_]
[enter local net password:******]
[new user? y/n]
[registering new user...]
[new user password:_]
[new user password:******]
[confirm new user password:_]
[confirm new user password: ******]
[type new user nickname:_]
[type new user nickname: Pedro Henrique]
[CONGRATULATIONS Pedro Henrique!!! WELCOME TO G7 + HENRIQUE NETWORK!!!]
três exclamações são sinais de felicidade da máquina???? a internet é uma grande lata de lixo.
a minha cabeça também
só que ela está vazia. agora.
assim.
:: ZÉ NASCIMENTO
| 12:50 PM
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Segunda-feira, Outubro 18, 2004
Madrugada em Porto Alegre
Estive fora por um tempo. Ao longo de uma semana, dormi em quatro cidades: Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, São Vicente do Sul e Cidreira. Em Santa Cruz, visitei a Oktoberfest e pratiquei rapel. Lá aprendi um pouco sobre a vida. Em São Vicente, visitei a minha avó em um asilo e antigos parentes em um cemitério. Lá aprendi um pouco sobre a morte. Em Cidreira, aprendi um pouco sobre os caminhos entre a vida e a morte. Foi lá que descobri em minha cabeça dois fios de cabelo brancos. Eu aparento 15 anos de idade, mas já tenho quase 20 e já envelheci como alguém de 25. Antes de eu viver a juventude, ela já está indo embora. Talvez eu até pudesse aproveitar a vida, mas sou um mortal e limito-me a agir como um. Sinto-me um nada. Faço e só farei coisas inúteis que me trarão mais apatia do que alegria. Descobri que o problema não é o fato de sermos mortais, mas a opressão que a mortalidade nos impõe. Se eu fosse eterno, meia vida me bastava. De qualquer forma, agora estou em Porto Alegre, e é madrugada. Todos já estão dormindo. Acordados estamos só eu e um bando de bêbados na rua. São seres curiosos: pra fugir da rotina, eles bebem todo dia. Acho que vou entrar nessa também. Vou propor um brinde à nossa derrota. Depois, eu gostaria de esconder a minha angústia continuando a procurar fins de mundo em um mundo que já acabou com todos os seus fins. Já é segunda-feira, e essa semana eu ficarei em Porto Alegre. Estou confuso. Não sei se neste momento sinto especial desapreço por mim, por esta cidade, pelo mundo ou por tudo. Mas não é hora nem lugar para se estar confuso. Vou dormir e amanhã acordarei com um novo estado de espírito. Serei um mortal a mais.
Eu tinha escrito isso às 2 da madrugada, mas aí a Internet caiu e eu esperei para enviar hoje.
:: JOSUÉ BOCHI
| 9:41 AM
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Quarta-feira, Outubro 13, 2004
Non-sense erótico
Non-sense filosófico
Non-sense cibernético
Non-sense teórico"Como ele [Lewis Carroll] era professor de matemática e um estudioso de lógica e filosofia, era fascinado pelo sentido e o não-sentido de tudo. Ou pelo nonsense, como dizem os ingleses. Um termo que não tem tradução exata em português, mas que não designa uma coisa sem sentido, e sim algo que tem um sentido inverso, uma lógica ao contrário, vizinha do absurdo, mas nem por isso menos lógica." (MACHADO, Ana Maria. Texturas: sobre leituras e escritos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p.200)
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 3:59 PM
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Terça-feira, Outubro 12, 2004
Sim, eu posto.
Pode não parecer, mas vezenquando eu posto no g7+H. É que geralmente tenho preguiça de falar. Mas não desta vez.
Ei-lo.
Capítulo 1: Alfredo, o mala
Haha. Meu sonho sempre foi passar um xalalá em um atendente de telemarketing pra ver a reação dele. Mas eis que o fato acontece comigo, só que o contrário. Foi, no mínimo, bizarro.
OBS.: O diálogo tá bem reduzido; a real é que foi muito maior, durou uns quinze minutos, mas vou poupá-los por hora dessa tortura.
- Alô
- (sotaque beeeem norrrdextino, lento pra cacete) Alô, poderia falar com a senhora Verônica? (a saber: minha mãe)
- Ela não se encontra, está viajando, volta só daqui há um ano. Quem gostaria?
- É Alfredo.
- ...
- Eu gostaria de falar com a senhora Verônica.
- Sim, Alfredo. Mas ela não se encontra.
- Humm.
- ...
- Humm.
- Eu poderia te ajudar? Do que se trata?
- É o Alfredo, ela entrou em contato conosco.
- Sim, Alfredo. Sobre o que seria?
- É o Alfredo, da Abril.
- Sim.
- É sobre uma solicitação.
- ...
- ...
- Solicitação de que?
- Quem fala?
- É Virgínia, filha dela.
- Como?
- Vir-gí-ni-a (já estou acostumada a não entenderem meu nome)
- Ah, sim, Dirxína (era assim q ele pronunciava)
- ...
- Dirxíniaaaaaa...
- Sim, Alfredo?
- Só vou poder falar com a dona Verônica no fim do ano que vem?
- Pois é. O máximo que eu posso fazer pra te ajudar é passar o e-mail dela.
- Não adianta, Dirxínia.
- ...
- Dirxíniaaaaaa... você tem alguma assinatura da Abril?
- Sim, a super.
- Ah, a super interessante, Dirxínia?
- É.
- Humm... Dirxíniaaaaaa... você gostaria de assinar outra revista da Abril?
- Não, obrigado.
- Mas por que não, Dirxínia?
- Eu não preciso no momento.
- Dirxíniaaaaaa... e seus irmãos?
- Olha, acho que eles também não estão interessados.
- E seu pai, Dirxínia?
- Também não.
- Dirxínia, sabia que a sua voz é muito bonita? (risos; sim ele parecia muito tímido).
- Ah, tá (fiquei sem graça)
- Sabe, é tão bonito o jeito que você fala "ãhn?!"
- Ah, sim. É o sotaque gaúcho, Alfredo
- Hum. Dirxíniaaaaaa... e o seu esposo, Dirxínia?
- Eu não sou casada!
- Ah, é mesmo?
- ...
- Mas teus irmãos não querem mesmo? Tem certeza?
- (pra abreviar logo a ladainha) Vamos fazer o seguinte, Alfredo: não tem ninguém em casa agora, mas quando eles chegarem eu pergunto pros meus irmãos, pro meu pai. Aí se um deles quiser, eu faço uma assinatura por telefone e digo que foi o Alfredo que me vendeu. Tu ganha por comissão, né?! Pode ser assim? Tu és da central do Rio?
- Não, eu sou cearense, Dirxínia.
- Hum... então eu digo que é o Alfredo, de Fortaleza.
- Que sotaque bonito, Dirxínia (por Deus q ele devia tá roxo de tanta vergonha nessa hora).
- Brigado.
- Mas Dirxínia, eu quero ligar pra ti de novo.
- Ai...
- Como?
- Nada não.
- Quando eu posso te ligar?
(o que se segue adiante eu me arrependi muito de ter dito)
- Faz o seguinte, liga na quarta que daí eu te dou a resposta.
- Pra esse número mesmo?
- Não, liga, pra Porto Alegre, é (número tal). Lá pelas cinco. Eu vô tá em casa.
- Mas tu tem certeza, Dirxínia?
- Tenho, Alfredo.
- ...
- ...
- Mesmo?
- Arrã.
- Então, tá. Até quarta, Dirxínia. Um bom resto de noite, bom feriado. Adorei falar contigo.
- Brigado, tchau.
Arrã, sei. Quero ver no que vai dar.
Capítulo 2: Sim, eu babo
Eu já devo ter falado disso alguma vez aqui, mas vai de novo. O famigerado Luís Marques (vulgo Luís Marx), nosso antigo professor da cadeira-fantasma de Teoria Política, falou certa vez que leitura não servia pra dar prazer. Dizia o Marques: "Querem algo prazeroso? Vão surfar, vão jogar bola, vão comer um doce; mas não ler um livro. Literatura é conhecimento, cultura, tudo menos prazer."
Sempre duvidei muito dessa afirmação.
E eis que encontro uma prova irrefutável disso.
Sintam:
"Maio em Ayemenem é um mês quente, parado. Os dias são longos e úmidos. O rio encolhe, os corvos pretos se banqueteiamcom belas mangas em árvores imóveis, verde empoeiradas. Bananas vermelhas amadurecem. Jacas explodem. Varejeiras dissolutas zunem vagabundas no ar perfumado. Depois se estatelam contra vidraças tranparentes e morrem, totalmente enganadas, ao sol.
As noites são claras, impregnadas de preguiça e calma expectativa." (O Deus das pequenas coisas, Arundathi Roy)
Ou ainda outro trecho:
"Bordas, Fronteiras, Divisas, Margens e Limites apareceram como um bando de gnomos em seus horizontes individuais. Criaturas baixas com sombras longas, patrulhando o Final Fora de Foco. Suaves meias-luas formaram-se debaixo dos olhos deles e têm a idade de Ammu quando morreu. Trinta e um.
Nem velhos.
Nem moços.
Mas uma idade morrível viável."
Há tempos em que eu não encontrava um livro tão sensorial; prazeroso. De verdade. Sabe o que é ter vontade de comê-lo?
:: VIRGÍNIA CAETANO BAUMHARDT
| 11:20 PM
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Domingo, Outubro 10, 2004
::
tudo ia bem
e de repente
acabou.
num péssimo momento.
finais nunca são bons. sempre pertinente
o trem partiu
perdeu o ônibus.
tropeçou
caiu
bateu na porta.
não tinha olhos
mas ovos de codorna. mais um fantasma na imensidão
da minha solidão.
:: ZÉ NASCIMENTO
| 6:41 PM
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Quinta-feira, Outubro 07, 2004
Da relevância do tals...É impressionante a capacidade humana de sintetizar coisas. Por exemplo, as definições. Definimos tudo, e tudo está definido em poucas palavras. Quanto menos, melhor. Imagina uma tese de pós-doutorado sobre o conceito de "giz". É meio impossível, ou pelo menos estranho. Apenas o Legião conseguiu fazer um poema sobre giz. Péssimo, por sinal. Ou seja, definições são, por definição, curtas, objetivas e sucintas.
Mas no dia-a-dia, há pessoas que despontam na capacidade de dizer tudo com quase nada. Absorvam a profundidade de uma frase como esta: "É isso aí e tals...". Magnânimo! A história do universo com apenas um "é issó aí e tals...". Impressionante.
- No princípio, era o verbo, e tals... (Bíblia)
- A história de toda sociedade passada é a história da luta de classes, e tals... (Marx)
- O Estado sou eu, e tals... (Luís XIV)
- Temos tanto tempo e tão pouco a fazer, e tals... (Willy Wonka)
- Eu tenho a força, e tals...! (He-man)
- Se é para o bem de todos e para a felicidade geral da nação, diga ao povo que fico, e tals... (D. Pedro I)
- Ao vencedor, as batatas, e tals... (Machado de Assis)
- Espíritos do mal, transformem esta ruína decadente em Mun-ra, e tals...! (Mun-ra)
- Don't cry for me, Argentina, e tals... (Madonna, ou Evita Perón, depende do historiador)
- Ai, tá me dando um calorão, e tals... (Márcia, a homônima)
- Lâm-padá-padá-padá, e tals... (Carlos Alberto Lâmpada Carvalho)
- Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiisso, e tals... (Pink-Avon) Caem-me as lágrimas ao ver que o ser humano conseguiu, finalmente, alcançar tal expressividade. Para que Cervantes, para que Shakespeare, para que Joyce, para que Veríssimo, para que Quintana, para que Drummond, para que Borges, para que Dostoiévsky, para que eu, se a humanidade já diz tudo em apenas um tals?
A singeleza e sinteticidade orgânica e sintática de um tals faria Houaiss, se estivesse vivo, tremer nas bases. Com certeza, esse foi um termo que escapou da sua coletânea! Ah, Houaiss, se soubesses do valor de um tals... e justamente esse tals tu esqueceste de introduzir no teu compêndio...
Além disso, é estupendo ver o upgrade lingüístico (cf. Marcos Bagno) do brasileirês. Do latino et cetera para algo muito mais brasileiro como um simples e completo tals. Fenomenal! Com certeza deve ter sido um avanço de alguma língua indígena do meio da Amazônia, em que os índios se comunicavam basicamente por um som similar ao [tals]. E com certeza uma tribo desenvolvida, que superara o "uga-uga", ou o "uh-uh-uh-uh", para um tals, muito mais repleto e completo.
Em suma, é isso, e tals. Nem muito nem pouco, apenas o suficientemente perfeito substantivo-de-ação-adjetivável tals. Houaiss, trema na tumba! (Não, não estou falando de escrever tümba. A frase anterior deve ser lida no imperativo, "trema você"). Quem se esquece de um tals não merece o reconhecimento histórico-lingüístico, e tals... Agora é tarde, entendeu? Seu dicionário, ha, ha, ha, é incompleto. Faltou o tals, e tals...
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 10:17 AM
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Domingo, Outubro 03, 2004
Eleições municipais, internacionais e faciais
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 10:54 AM
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