|
Quinta-feira, Setembro 30, 2004
Todo mundo pelado e se querendo"Sempre que saíam do prédio onde trabalhavam, os empregados da American Bank Note eram obrigados ficar nus em um compartimento."
:: TERMINA O HORÁRIO POLÍTICO, COMEÇA O POLÍTICO FORA DE HORÁRIO ::
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 9:36 PM
| |
::
sempre pertinente
o trem partiu
perdeu o ônibus.
tropeçou
caiu
bateu na porta.
não tinha olhos
mas ovos de codorna.
:: ZÉ NASCIMENTO
| 4:27 PM
| |
Senta que lá vem história!
Estava eu distraído na parada de ônibus tentando criar palíndromos quando sou surpreendido pela conversa de duas senhoras crentes, carolas, cabeludas e cabeçudas:
- Mas dá pra votar adiantado??
- Acho que não...
- Ué! Mas então como é que eles fazem essas pesquisas?
::
É por essas e por outras que essa cidade precisa de mais educação! Se todos fossem interessados pela leitura como a barata da tirinha abaixo, estaria tudo resolvido...
::
E para acompanhar a onda de postar letras de música e poemas, satisfaço ambas as demandas colocando a letra de três canções que esbanjam poesia.
Splodgenessabounds - Two Pints Of Lager
Two pints of lager and a packet of crisps, please.
Two pints of lager and a packet of crisps, please.
I'll have two pints of lager and a packet of crisps, please.
I'll have some pickled onions,
And a little bit of cheese, please.
Thank you.
Two pints of lager and a packet of crisps, please.
Eh. Two pints of lager and a packet of crisps, please.
Two pints of lager and a packet of crisps, please.
And I've got all the right money
And all that, please.
Thank you.
Oi! Two pints of lager and a packet of crisps, please.
Ay! Two pints of lager and a packet of crisps, please.
Two pints of lager and a packet of crisps, please.
I've been here half hour
And I'm getting very thirsty!
Two pints of lager and a packet of crisps, please.
Over here!
Oi! Two pints of lager and a packet of crisps, please.
Two pints of lager and a packet of crisps, please.
Why won't you serve me?
Two pints of lager and a packet of crisps, please.
Two pints of lager and a packet of crisps, please.
Two pints of lager¿
Listen, I'm getting impatient, John!
Two pints of lager and a packet of crisps.
Two pints of lager and a packet of fff crisps.
Two pints of lager and a packet of
(Time, gentlemen, please!)
And a packet of crisps.
Oh. Ooh.
Dead Kennedys - Short Songs
I like short songs (13x)
Fatboy Slim - Fucking In Heaven
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fucking 'n fucking 'n fucking in heaven
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fucking 'n fucking 'n fucking in heaven
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fucking 'n fucking 'n fucking in heaven
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fucking 'n fucking 'n fucking
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fucking 'n fucking 'n fucking in heaven
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fucking 'n fucking 'n fucking in heaven
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fucking 'n fucking 'n fucking in heaven
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fucking 'n fucking 'n fucking in heaven
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fucking 'n fucking 'n fucking in heaven
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fucking 'n fucking 'n fucking in heaven
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fucking 'n fucking 'n fucking in heaven
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fucking 'n fucking 'n fucking in heaven
Fatboy Slim is fucking in heaven (3x)
Fatboy Slim is fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking 'n fucking
PS: Não me responsabilizo pela eventual linguagem chula das músicas, visto que sou uma pessoa de bem que jamais usaria tal palavreado (tá parecendo Máfia...).
:: JOSUÉ BOCHI
| 12:26 PM
| |
Quarta-feira, Setembro 29, 2004
na chuva ninguém nota
quem chora
no choro ninguém nota
que chuva!
na chuva ninguém chora
quem nota?
se nota ninguém chora
na chuva
:: HENRIQUE HOFFMEISTER
| 4:17 PM
| |
::
comprar cd's com hinos em outras cidades pode provocar algumas descobertas...
Hino de Canoas
brava gente
canoense
sob o sol tu surgirás.
pela grandeza
do teu esforço
só vitórias nos darás.
teu escudo
é a ordem
tua força a união.
o teu lema
é o progresso
pela grandeza da nação.
(estribilho/refrão) (2x)
canoas minha terra
município de valor
coração que dentro encerra
tanta bravura e tanto amor.
nosso povo
altaneiro
vem cumprindo sua missão.
e o caminho
de luta e glória
vem honrando a tradição.
são luis
padroeiro
deste povo varonil
abençoai e protegei
este pedaço do brasil.
(estribilho/refrão) (2x)
:: ZÉ NASCIMENTO
| 1:13 PM
| |
Terça-feira, Setembro 28, 2004
::
na chuva ninguém nota
quem chora.
Don't Cry (alt Lyrics)
by Guns N' Roses
If we could see tomorrow
What of your plans
No one can live in sorrow
Ask all your friends
Times that you took in stride
They're back in demand
I was the one who's washing
blood off your hands
Don't you cry tonight
I still love you baby
Don't you cry tonight
Don't you cry tonight
There's a heaven above you baby
And don't you cry tonight
I know the things you wanted
They're not what you have
With all the people talkin'
It's drivin' you mad
If I was standin' by you
How would you feel
Knowing your love's decided
And all love is real
An don't you cry tonight
Don't you cry tonight
Don't you cry tonight
There's a heaven above you baby
And don't you cry tonight
:: ZÉ NASCIMENTO
| 8:54 PM
| |
::
triste...Guns N' Roses - Estranged
When you're talking to yourself
And nobody's home
You can fool yourself
You came in this world alone...(alone)
So nobody ever told you baby, how it was gonna be
So What'll happen to you baby, guess you'll have to wait and
see
...1, 2....
Old at heart. But I'm only 28
I'm much too young to let love break my heart
Young at heart. But it's getting much too late
To find myself so far apart
I don't know how you're supposed to find me lately
And what more could you ask from me
How could you say that I never needed you
When you took everything
Said you took everything from me
Young at heart. And it gets so hard to wait
No one I know can seem to help me now
Old at heart. But I musn't hesitate
If I'm to find my own way out
Still talking to myself. And nobody's home.....(alone)
So nobody ever told us baby, how it was gonna be
What'll happen to us baby, guess we'll have to wait and see
When I find all of the reasons
Maybe I'll find another way
Find another day
With all the changing seasons of my life
Maybe i'll get it right next time
And now that you've been broken down
Got your head out of the clouds
You're back down on the ground
You don't talk so loud, and you don't walk so proud
Anymore. and what for
Well I jumped into the river
Too many times to make it home
I'm out here on my own
Drifting all alone
If it doesn't show
Give it time to read between the lines
'Cause I see the storm is getting closer
And the waves, they get so high
Seems everything we've ever known, dear
Why must it drift away and die
I'll never find anyone to replace you
Guess I'll have to make it through
This time, oh this time, without you
I knew the storm was getting closer
And all my friends said I was high
But everything we've ever known, dear
I never wanted it to die
:: ZÉ NASCIMENTO
| 3:22 PM
| |
Segunda-feira, Setembro 27, 2004
enquanto muitos beduínos
só dizem belas besteiras
eu chamo de zebuíno
vai pentear a cabeleira
de um macaco babuíno
ou te fode, como queira
que é muito mais genuíno
que não ter eira nem beira
e a tarefa costumeira
de ter sorriso cretino
é serviço bem mais digno
feito por tarcísio meira
mas como bom vascaíno
que honra suas caneleira
tenho uma certa doideira
pelo sexo feminino
não precisa ser solteira
nem ter corpo violino
basta que seja ligeira
em me pôr no desatino
que eu lhe mostro paulatino
sobre uma espreguiçadeira
verdadeiro trato fino
ou dou-lhe uma voadeira
uns três tapões na moleira
como manda o tarantino
:: HENRIQUE HOFFMEISTER
| 1:43 PM
| |
alguém aí já experimentou digitar 'g7' no buscador de imagens do google?
:: HENRIQUE HOFFMEISTER
| 12:04 PM
| |
Depois de sérias discussões ambientais, gostaria de publicar aqui uma pergunta de extrema relevância ecológica baseada numa declaração do Pedro, hoje de manhã, ali por umas 10h30 (horário nem tão cedo para ainda se estar com sono, mas nem tão tarde para já se estar com sono):
O seu bairro tem seleta coletiva?
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 11:00 AM
| |
::
mais um fantasma na imensidão
da minha solidão.
:: ZÉ NASCIMENTO
| 8:27 AM
| |
Sábado, Setembro 25, 2004
::
algumas pessoas não lêem posts grandes. mas será que elas lêem comentários grandes?
:: ZÉ NASCIMENTO
| 2:12 AM
| |
Quinta-feira, Setembro 23, 2004
Quando produtos de higiene pessoal nos fazem entrar em dilemas existenciais profundos e sem retorno, nada melhor que
Poemas Suicidas no Ônibusdia lindo, sol raiando
na janela, a dúvida:
pulo, ou saio voando? Rafael Vecchio
:: INDECISO SOBRE QUAL MODELO DE CELULAR COMPRAR? ::
G7 resolve seus problemas, afirmando que já está no mercado um celular extremamente útil pela manhã cedo e/ou após comer aquela massa com cebola e alho na manteiga. Ou mesmo na manhã de ressaca após a Oktoberfest. Coincidência ou não, a invenção é alemã. Compra certa neste Natal!
:: O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE ::
A Fabico tem 50 vezes mais chances de lhe causar um belo câncer de pulmão do que uma avenida congestionada.
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 9:03 PM
| |
Quarta-feira, Setembro 22, 2004
ChangemanAcabo de tomar banho e, na prateleira do banheiro, me deparo com a seguinte inscrição na embalagem de um xampu da marca do filho do João:
Ilumina a cor, realça o brilho e restaura os fios.
Creio eu que isso é o máximo que um xampu pode fazer na vida de uma pessoa! Ou seja, esse xampu deveria estar custando o olho da cara, já que ele é um impressionante elixir capilar!!!
Produtos de limpeza pessoal ainda me farão entrar num dilema existencial profundo e sem retorno...
:: BELEZA E METROSSEXUALISMO ::
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 6:34 PM
| |
Terça-feira, Setembro 21, 2004
Deus me livre, mas Redentor é um filme realmente infernal. Fui ver ontem, acompanhado por vocês sabem quem, e eis que o filme é realmente bom. E é brasileiro. Sério, realmente bom. Até o momento em que ele começa a desandar impressionantemente...
Como diz a sinopse do filme em seu site, existem mais coisas entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia. E muito mais coisas entre o início e o final de um filme brasileiro.
A história é a do Célio Rocha (Pedro Cardoso), repórter de um jornal carioca, que é obrigado a cobrir um escândalo imobiliário. Ou isso, ou rua.
Para isso, Célio é obrigado a reencontrar um amigo de infância, o Otávio Sabóia (Miguel Falabella), que é o único herdeiro da falência de Dr. Sabóia (José Wilker), famoso empreiteiro que acabara de se suicidar, por causa dos desastres imobiliários de sua empresa.
Um dos desastres foi o Condomínio Paraíso, do qual o pai do Célio havia comprado um apartamento, o 808, e que, após quitado, continuava vaziozinho e perdido ao lado de uma favela, porque o pai de Otávio, o tal empreiteiro famoso e suicida, após vender o mesmo apartamento inúmeras vezes, decretou falência, deixando a obra semipronta e todos os proprietários aguardando por uma decisão da Justiça.
Enfim, pra piorar a situation, a favela ao lado do condomínio resolve invadir todo o edifício, 480 apartamentos livres, leves e soltos à disposição de todos os favelados.
Aí começa a brincadeira. Célio, o jornalista, é cooptado por Otávio a esconder a maioria da sujeira da empresa Sabóia. Para isso, Otávio lhe oferece míseros 5 milhões.
A partir daí o filme desenvolve com clareza a podridão a que o ser humano pode chegar por causa do dinheiro. Falcatruas, corrupção, mentiras, falsidades... E o melhor: como o jorrrnalismo pode chegar a ser porcamente sujo. E pode.
Mas parece tudo tão bom, tudo tão irresolvível (inventei agora), tudo tão complexo, que o filme apela baixo, muito baixo. Extremamente baixo. Completamente baixo. Vulgarmente baixo. A história estava realmente interessante, instigante, porque estava justamente muito complicada, cheia de nós, de questões a serem resolvidas. Mas, não sei quem foi o roteirista, a solução que ele encontrou foi péssima. A pior possível. Ainda hoje ficava pensando se aquilo realmente aconteceu no filme... e aconteceu.
Estragaram um dos melhores filmes brasileiros que eu já vi com a manifestação divina mais vagabunda, mal feita e inacreditável de tão ruim da face da história!!!
Obviamente, o filme continua bom por causa da Camila Pitanga (que é apenas bonitinha, entenda quem puder entender), das atuações do Cardoso e do Fallabella, e da presença completa da família Torres-Montenegro, mãe, pai e filha. Legal.
Mas o Redentor deve estar chorando a uma hora dessas. A história mais mal encerrada da face da história. Colocaram um questionamento, um problema na história tão difícil de resolver, que apenas um bom diretor-roteirista poderia resolver, algo que apenas um Hitchcock ou um Shyamalan dos bons tempos poderia chegar a resolver. Mas isso não aconteceu. Porque foi feio. Doeu. E muito.
E confiram muito bem qualquer promoção. Eu, estúpido que sou, li o seguinte no site do Cinemark: PROMOÇÃO SEGUNDA IMPERDÍVEL - Em toda segunda feira do mês de setembro, todos pagam preço único de R$ 3,00 para qualquer filme ou sessão. Mas não li as letras miúdas, que informavam que apenas alguns cinemas faziam parte da promoção, exclusive o Bourbon Ipiranga, ao qual nos dirigimos, minha guriazinha e eu, para gastar R$ 22 com um filme tenebroso como o acima citado. Como o filme, tudo parecia bom demais pra ser verdade...
:: PEDIDO DE UTILIDADE PRIVADA ::
Alguém sabe onde estão à venda os ingressos para o xô dos Paralamas no Teatro do Sesi na sexta, além do próprio teatro?
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 7:39 PM
| |
Sábado, Setembro 18, 2004
Não tenho rancho - nem acho falta / O meu destino - é andar ao léu / Talvez um dia - erga meu rancho / Na estrada larga - que vai pro céu*Por que eu gosto da terrinha de São Pedro? Porque aqui é diferente de lá. "That's all".
* Jayme Caetano Braun
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 9:15 PM
| |
Sexta-feira, Setembro 17, 2004
::
Sabe-se lá Deus se este post será publicado antes das eleições, mas mesmo assim farei um apelo. Não falaria de política/eleições aqui se o assunto não fosse de extrema importância, porque não convém.
Mas se você, eleitor, for votar em Porto Alegre, NÃO VOTE, repito NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE, NÃO VOTE e, plis, NÃO VOTE no Vieira nem no Isaac Ainhorn.
O primeiro não tem propostas. Não tem, não adianta. A cidade é o caos, e a salvação é a eliminação do PT. A despeito da minha simpatia, tendência e ampla influência petista, isso é um absurdo. Ele nem ao menos se presta a dizer que vai colocar "um guarda municipal E um policial militar em cada esquina", nem que vai "diminuir impostos e aumentar a guarda municipal". Não tem proposta. Os outros, por mais que batam no PT e etcetcetcetc, pelo menos apresentam algo. É a "democracia" da terra arrasada.
O segundo, bem, bah!, putz!, nem sei por onde começar. Basicamente, é a "democracia" do "se não for do jeito que eu quero eu esculhembo essa bagaça e nada funciona". É praticamente um Vieira mais cheinho, velhinho, de óculos e barba. Uma versão má, e "anti-comunista", do Papai-Noel (não seria o Papai-Noel um anti-comunista em essência, configurando tal definição como redundante? Enfim.). Além do mais, não é uma das pessoas mais educadas que eu conheçoi. Enfim...
Na dúvida, PCO neles, por um governo operário e revolucionário.
:: ZÉ NASCIMENTO
| 10:49 PM
| |
::
!!!AVISOS!!!Meia dúzia de pessoas que lêem/passam os olhos/ entram sem querer nesse blog:
1. quem tiver o jingle 'PORQUE SOMOS MAMÍFEROS', daquela campanha clááááááááássica da parmalat, favor entrar em contato. preciso. e não pagarei. mas terá seu nome nos créditos...
2. vale o mesmo para o comercial.
3. lendo esse blog, percebi que existem pessoas que têm o apelido maior que o nome. obviamente, isso não vale para zés do mundo...
sem mais, amplexos.
:: ZÉ NASCIMENTO
| 3:36 PM
| |
Quinta-feira, Setembro 16, 2004
Quer poema gaudério? Então toma!
Cusco cego
Aparício Silva Rillo
Este cusco brasino, cara branca,
pequenote e rabão,
que o parceiro está vendo enrodilhado
aí perto do fogão,
foi mordido de cobra na paleta
quando troteava atrás de uma carreta,
cruzando um macegão.
Resultou de tal manobra
que o veneno dessa cobra
cegou meu cusco rabão!
Faz um tempão
que se deu esse tropeço...
Dava pena, no começo,
ver o cusco, atarantado,
pechar de frente e de lado,
chorando como um cristão.
Agora,
vagueia solitário pelo pátio,
perdido nessa noite sem aurora
que um dia lhe desceu sobre a retina.
Por isso,
quando a noite se embalsama de perfumes
e os pequenos e inquietos vaga-lumes
acendem lamparinas nos brejais,
eu maldigo a injustiça do destino
quenao ouço o uivo triste do brasino
chorando a lua que ele não vê mais.
:: JOSUÉ BOCHI
| 1:18 PM
| |
Peleei com o cabo da adaga e me apoderei do cambicho*Plagiando e modificando uma boa idéia do mujique, sugiro que, durante este resto de mês farroupilha, os próximos posts contenham trechos de poemas gaudérios no lugar dos títulos.
Seria uma forma de homenagem do blog aos pagos de donde viemos. Ah sim, indiquem de quem são os versos ao final do post. Aquele quebra-costela!
*Bate coxa no totonho, Os Serranos
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 10:58 AM
| |
Quarta-feira, Setembro 15, 2004
viva a semana farroupilha!
"Não hai veado gaúcho
Nem nunca houve na história
São correntes migratórias
Que se vieram que nem churrio
Ou, bueno, a alguém permitiu
Enquanto Deus cochilava
Ou então é porque já tava
Preenchida a cota do Rio"
(Kleiton/Kledir)
:: HENRIQUE HOFFMEISTER
| 3:04 PM
| |
Depois do total fracasso da campanha "Abrace o Neelman", vem aí outra campanha fracassada do G7+H:
Campanha "Pergunte ao Hélio"
A parte mais interativa da aula de Administração em Propaganda é apenas uma proposta de interatividade. É quando o professor, ao final da aula, pergunta se alguém tem alguma pergunta. Ninguém tem. Ninguém nunca tem. Essas aulas são situações fantásticas e únicas: é como se fossem dois universos paralelos, o do professor e o dos alunos. O comportamento do professor em nada afeta o dos alunos, e vice-versa.
Pois bem! A proposta desta campanha é, visando aumentar a interatividade nas aulas, fazer uma pergunta ao professor. Só uma pergunta. Qualquer pergunta. Valem perguntas clichê de festa: "O senhor vem sempre aqui?". Valem perguntas sobre os empregos dele, de que ele fala tanto: "Mas o senhor não acha que seria muito desleal, ficar trocando de emprego assim?". Valem perguntas mais elaboradas mas sem nenhum sentido ou relevância: "Tá, professor, mas reciclar plástico seria mesmo um bom negócio, financeiramente falando?". Valem perguntas a respeito do fato de ele usar o crachá virado: "Ô professor, por que o senhor usa o crachá virado?". Valem até perguntas no estilo Oltramari: "Ô sor, que horas acaba a aula?". Só não vale homem com homem, nem mulher com mulher. Nem dedo no olho.
::
Viva o trackback, ferramenta tão útil deste blog!
::
Eu preciso de um par de tênis novos. Para isso, preciso de dinheiro. Mas, como todo bom desempregado, minha renda é zero. Não ganho bulhufa em termos de bufunfa. Está certo que teve uma vez que eu achei 30 pilas. Nesse ritmo, levarei mais 57 anos para arrecadar 90 pilas (90 pilas é um valor arbitrário, suficiente para comprar um tênis fuleirinho (não discutirei aqui o preço alto dos calçados, embora seja um abuso)). Acontece que não posso esperar mais 57 anos, visto que segundo um teste da Veja dessa semana só tenho mais 55 anos de vida. Preciso logo desses tênis. Acho que vou pedir pra minha mãe como presente de Revolução Farroupilha.
Mas isso não faz sentido, os farrapos nem usavam tênis. A revolução acabou há 159 anos, e o tênis foi criado há apenas 87 anos. É possível que nem existam mais tênis daqui a 57 anos, momento em que eu teria condições de comprá-los... Putz, eu acabei de utilizar o recurso da circularidade do texto. É uma boa indicação de que a pessoa não tem mais nada para escrever. É também a única maneira de se escrever uma monografia de 70 páginas. É, eu não tenho realmente mais nada para escrever, isso aqui tá ficando cada vez mais irrelevante. Vou parar por aqui. Desconsidere este parágrafo.
Aproveite e desconsidere todo esse post.
:: JOSUÉ BOCHI
| 1:49 PM
| |
Terça-feira, Setembro 14, 2004
Teoria da Depressão em 2D
Sinopse: Três amigos precisam fazer dois desenhos em folhas A3, um com perspectiva, outro sem perspectiva, utilizando apenas um lápis 6B, ou hidrocor, sem nenhuma outra técnica artística
Data de estréia: Segunda-feira, dia 13 de setembro, às 14h30min
Local: Instituto de Artes da Ufrgs, na frente da casa do Pedro
Atores: Moisés, o profeta; Paulo, o que emagreceu muito para filmar com o pe. Marcelo; e Pedro, o apóstolo, o trio mais bíblico da história
Meio-dia. Moisés e Paulo reúnem-se no RU da saúde para satisfazerem-se prazerosamente com feijão, arroz e cles. Pedro dirigira-se anteriormente para o local da execução da missão. No RU, tudo corre bem, menos no fundo da cuba do feijão, em que uma concha esquecida repousa tranqüilamente, liberando vagarosamente bactérias e micróbios encrustados em seu cabo de madeira, provenientes das dezenas de suadas mãos estudantis.
O processo segue normalmente até que a comida de cada um deles acaba. Os dois indivíduos já-não-famintos, então, dirigem-se para o local de encontro com o companheiro Pedro.
Chegam ao local. A porta se abre. É Pedro. E Bóris, o cachorro. Saúdam-se. Incluindo Bóris, o cachorro. Entram. Conversam rapidamente. Sentam-se à mesa. Retiram seu material. Começam o processo de produção.
Moisés inicia seu complicado traçado envolvendo cinco retângulos. Paulo delineia algo surreal, envolvendo pernis defumados voando pelos ares quadrangulares de algum sonho inconsciente. Pedro rabisca detalhadamente o fogão de sua casa, com uma panela transparente ao fogo (sic).
As horas passam velozmente, e o prazo já esgotara-se há 45min.
15h15min. Os três indivíduos chegam ao Instituto. Esperam o elevador que nunca chega. Quando chega, está lotado com a carga máxima, 3 pessoas: 2 mulheres e 1 bebê quase recém-nascido. Mas ninguém desce do ascensor. Todos se encaram. As moças continuam paradas. O bebê também. Assustadas ou reconhecendo a situação limite, as moças apenas balbuciam:
- Nós ficamos.
O bebê também.
Destarte, só resta para os 3 mosqueteiros subir caminhando até o 6° andar. É o que fazem. A porta final. Abrem. Entram... Todos reunidos. Todos os desenhos já colocados nas paredes. Se sentam num dos cantos da sala. A professora está discutindo e avaliando os trabalhos dos indivíduos pontuais. Passa por todos os trabalhos da sala, menos os dos 3 atrasados, que estão ainda escondidos nas pastas, onde ficarão até o final da aula. Eles agradecem a Deus por não terem que ser avaliados, ao notarem a humildade dos riscos e rabiscos das suas próprias folhas, em comparação com os traços e lineamentos artístiquíssimos dos pontuais. Obras de arte, a maioria. Os atrasados vêem sua decadência desenhística.
E choram. A cortina fecha. O público aplaude.
MORAL DA HISTÓRIA 1: Nunca se matricule numa cadeira de desenho se a coisa mais artística que sai das suas mãos é um boneco de 5 linhas não-retas e um círculo.
MORAL DA HISTÓRIA 2: Alunos das Artes desenham bem.
MORAL DA HISTÓRIA 3: Pessoas, às vezes, não descem dos elevadores.
MORAL DA HISTÓRIA 4: Elevadores, às vezes, suportam apenas 3 pessoas. Incluindo um bebê.
MORAL DA HISTÓRIA 5: Termine um post de uma hora pra outra quando não tiver absolutamente mais nada para fal
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 8:01 PM
| |
Sexta-feira, Setembro 10, 2004
::
Ãmbilívõbou...
Na saída do RU, estabelece-se isso:
[moça de branco] oi. deixa eu te perguntar uma coisa: onde fica o ru?
[zé] [atônito] a... li.
ah!, os bixos...
:: ZÉ NASCIMENTO
| 1:03 PM
| |
Quinta-feira, Setembro 09, 2004
Inocência infantil e o limão safadinhoEu, tentando relembrar os meus 5 anos de idade, penso que a coisa mais pornográfica de então tenha sido o olhar daquela coleguinha que ficava me mirando meio que de soslaio, gerando um certo "não-sei-o-quê" em mim, ou então a cena de transformação da She-ra, em que ela ficava semi-nua (sic) e soltando raios por todos os lados (expressão de apenas um sentido). Pois, hoje, eis que me vi diante de uma guloseima de Friburgo completamente inocente. Ei-la:
Parece que o slogan do docinho é: Prove e dê para seus amigos!. E não me encham, apenas maus jornalistas revelam suas fontes.
:: YES & NO do trânsito ::
Aprenda a dirigir em apenas alguns minutos com Bruno Bozzetto. Fantástico!
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 7:34 PM
| |
Agora que ele já se foi...
... aí vai um truque injusto e desleal pra aumentar, ainda que pouco devido à defasagem temporal, a audiência do blog.
eu com chimarrão.jpg
eu campeão.jpg
eu no espelho.jpg

:: JOSUÉ BOCHI
| 2:38 PM
| |
::
Barros e Barroso eram dois grandes amigos. Quando eram jovens, Barroso havia salvado a vida de Barros três vezes. Barros, para agradecer, salvou a vida de Barroso vinte vezes. Durante a febre do Tamagochi, Barros iria batizar o seu de Barroso, mas como o limite do nome era de cinco dígitos acabou ficando Bruce. E Barros salvou a vida de Bruce setenta vezes. Mas a amizade, como tudo na vida, não é algo eterno - nem o Pelé o é. Quando Barroso perguntou a Barros qual era a palavra de seis letras para seilaoquê, a resposta de Barros foi chocante: "Foda-se!". Indignado com tamanha afronta, Barroso retirou-se e os dois nunca mais se viram. E Barroso ficou sem saber que Barros nunca errava nas palavras cruzadas.
:: JOSUÉ BOCHI
| 2:02 PM
| |
Quarta-feira, Setembro 08, 2004
E digo mais!A praça não está nem vazia nem cheia, está verde, como sempre. Eis que um homem, nem alto nem baixo, estatura relativamente normal, senta-se no banco. Sua tez, excessivamente normal, beirando uma mistura entre uma cor escura e outra clara, suava levemente muito. Seu olhar, diretamente apontado para algum lugar distante e irreconhecível.
É então que surge ela. Nem alta nem baixa: ela. Tampouco feia ou bonita, apenas de uma beleza que atrai o olhar. Senta-se também. A distância que os separa nem chega a provocar alguma reação fisiológica-hormonal entre os dois, mas também não impede que ela surja de a poquito.
- Olá.
- Olá.
- Chamo-me Ernestina.
- Eu não.
- Que interessante!
- Deveras magnífico!
- Belo dia, não?
- Não, as folhas caem.
- Você vem sempre aqui?
- Quase sempre quando você não está.
- Como você sabe?
- Porque já tinha lhe visto antes.
- Mas então já nos conhecemos?
- Creio que sim... Qual o seu nome?
- Ernestina.
- Eu não.
Ela levanta-se. Ele ergue-se. Os dois, levemente afastados por doze passos, miram-se apaixonadamente. Mas não chegam a consumar algum ato de amor, apenas um lascivo beijo que os levou a rolar pelo parque voluptuosamente.
Ela, nem feia nem bonita, apenas agradável ao olhar. Ele, nem sincero nem mentiroso, apenas suavemente esquecido. Os dois, nem apaixonados nem odiando-se, apenas iniciando um grande e eterno amor de três horas, quando o beijo terminou.
Luis Augusto Fischer nos comentou hoje na aula de Literatura e Comunicação sobre a descrição de personagens em Machado de Assis. Humildemente, seguindo os passos do mestre, recomponho este pequeno conto que havia passado na cabeça de Machado, mas que não foi publicado por falta de descrição. Como podem ver claramente, pude, na minha condição de mero aprendiz, consertar o erro. Ah, editores...
:: JUEGUITO!!! ::
Pong. Tentem pongar mais de 10 vezes...
:: DINOSSAUROS: VIOLÊNCIA INFANTIL E A SAGA DOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS ::
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 8:39 PM
| |
Domingo, Setembro 05, 2004
Mictórios primeiro-mundistas
Eu ia escancaradamente clonar a foto e comentário aqui no blog, mas acho que é mais digno colocar o link.
::
Mr. Boomba
Diretamente da série "estúpidas animações em Flash", recomendo o Mr. Boomba. O cara é muito loser. Recomendações especiais do capítulo 9.
::
:: PEDRO MORAES
| 11:50 PM
| |
Entrando na primavera...
Put a Bush in your yard todayPor apenas US$ 29,95.
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 12:23 AM
| |
Quinta-feira, Setembro 02, 2004
Estou ferrado.
E ferrado eu estarei.
Quando eu me der mal, estarei ferrado.
Quando eu me der bem, estarei ferrado.
Quando eu me der médio, estarei ferrado.
E quando me perguntares, bebaça,*
O motivo de tal saga de desgraça,
Responderei sereno:
Não, não quebrei nenhum espelho,
Apenas coloquei um aparelho.
*Estrofe feita apenas para rimar.
:: JOSUÉ BOCHI
| 11:03 PM
| |
Francês Instrumental I
A etiqueta veio da França, no século XVII. Era pequenos bilhetes escritos por Luiz XIV, para ensinar como os convidados da Corte deveriam se comportar nas cerimônias. As pessoas comuns procuravam, de todas as formas, imitar as maneiras da Corte. Na Inglaterra, no século 18, as "Cartas de Chesterfield" ensinavam como se comportar para obter favores de pessoas influentes e poderosas.
E o conjunto de regras originadas na França e na Inglaterra foram amplamente adotadas no Brasil, principalmente a partir do início do século 20.
E toda essa baboseira pra quê? Apenas pra colocar mais um tema na roda. Em nossas intermináveis discussões filosóficas, nós, gessetianos, discutimos temas importantíssimos, como os antigos gregos (que, sabe-se, discutiam qual o sexo dos anjos e a probabilidade de eles defecarem, como nós, reles humanos). Algum dia reconhecerão nossos esforços pelo desenvolvimento do pensamento teórico-prático do século XXI.
Enfim, o tema etiquetítico está expresso na nossa nova enquete. Pedimos que votem após 3 minutos leves de reflexão, acompanhados, de preferência, por uma janta, almoço e/ou refeição que seja acompanhada de pratos, para que o efeito seja o esperado. Prato neles!
Mas, antes disso, o resultado da anterior:
Em tempos de Olimpíadas, qual a medalha que você daria para a Fabico?
Medalinha milagrosa de S. Rita - 84,21%
Latão - 10,53%
Ouro - 5,26% O que nos leva à seguinte conclusão: se Deus é gaúcho, Jesus Cristo é fabicano.
:: MOISÉS SBARDELOTTO
| 8:28 PM
| |
::
é melhor eu ficar quieto
zé entra na sala:
[zé] e aí, meu?! que tão fazendo?
[moisés] tamos ae. aula, né...
[zé] e essas revistas? barbadinha, só ficam lendo revistinha na aula...
[moisés] pois é...
[zé] tri...
[moisés] meu, só te liga que a professora tá ali sentada, no computador...
[zé] iiiiih...
[professora] oi. tudo bom?
[zé] oi. tudo, tudo.
[professora] veio ler umas revistinhas? eu vi que tu disse que só ficam lendo revistinha na aula...
[zé] ah, pois é. pelo menos dá uma distraída, né...
[efeito sonoro] /qüé, qüé, qüé, qüé, qüéum éum éum éum éum éum éum éum éum/
péssimo!
:: ZÉ NASCIMENTO
| 1:37 PM
| |
|